Por Redação - do Rio de Janeiro
Vítima de uma tentativa de assalto, o médico Jorge de Paula Guimarães, de 63 anos, foi baleado e morreu na Avenida Brasil, na altura de Fazenda Botafogo, no início da manhã deste sábado. Parentes e amigos foram ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro da cidade, para o reconhecimento do corpo. Emocionados, lembraram que o cardiologista do Hospital Rocha Faria foi assaltado em fevereiro deste ano, um dia antes do carnaval, em Piratininga, em Niterói, e levaram seu automóvel, um Honda Civic. Desde então, segundo familiares, a preocupação com a violência no Rio era uma constante.
— Jorge era correto, excelente médico e muito estudioso. Ele reclamava da violência. Já tínhamos comentado sobre sair da cidade. Está muito difícil — comentou com jornalistas o ginecologista Paulo Corrêa, colega da Vítima em uma unidade de saúde de Niterói.
O médico Jorge Guimarães foi vítima da violência no Rio de Janeiro
A técnica de enfermagem Denise Alves, de 54 anos, que acompanhava o médico há 18 anos, emocionou-se ao lembrar o amigo.
— Ele era muito tranquilo em todas as situações. Atencioso com os pacientes. Vamos sentir muita falta dele. Ninguém acreditou quando chegou a notícia. Infelizmente, os bons acabam indo embora desse jeito — lamentou.
De acordo com registro da Secretaria Estadual de Saúde, Jorge de Paula Guimarães era cardiologista do Hospital Estadual Rocha Faria desde 2002.
— Era um profissional dedicado e atencioso, querido por todos na unidade. Lamentamos muito e prestamos solidariedade aos familiares neste momento difícil — declarou o secretário de Estado de Saúde, Felipe Peixoto.
Jorge deixa esposa e três filhas. A mais velha, de 33 anos e também médica, foi ao IML para a liberação do corpo. O cardiologista estava em um Honda Civic prata, que foi atingido por ao menos dois tiros. Segundo os policiais do BPVE, ele seguia na pista central, sentido Zona Oeste.
Durante o assalto, o carro teria perdido o controle e caído em um canteiro de obras, na altura do Rio Acari, por volta de 07h. Peritos da Divisão de Homicídios estiveram no local. A delegacia abriu inquérito para apurar o caso. Agentes da DH procuram câmeras que possam ter gravado a ação dos bandidos, além de testemunhas que possam identificá-los.
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