Poderosos e comuns estavam lado a lado nesta sexta-feira, para o funeral de João Paulo II, morto no sábado.
- Hoje enterramos os seus restos na Terra como uma semente de imortalidade, nossos corações estão cheios de tristeza e, ao mesmo tempo, de alegre esperança e profunda gratidão - afirmou em seu sermão o principal cardeal à frente da cerimônia, Joseph Ratzinger.
Ao som dos sinos da Basílica de São Pedro, 12 pessoas carregaram o caixão de cipreste do papa para fora da igreja.
Um coro deu início ao serviço fúnebre cantando uma prece em latim.
O caixão foi colocado na escadaria da basílica, de onde mais de 26 anos atrás Karol Wojtyla apareceu ao mundo com sua vitalidade e carisma.
Quatro reis, cinco rainhas e ao menos 70 presidentes e primeiros-ministros participam da missa a céu aberto para prestar suas homenagens ao homem que ajudou a derrubar a Cortina de Ferro, exortou união entre as religiões e deixou uma marca de ortodoxia em sua própria Igreja.
Centenas de milhares de peregrinos foram ao Vaticano na esperança de conseguir assistir a uma parte da cerimônia, transformando a Praça de São Pedro e as ruas próximas em um mar de bandeiras - muitas das quais com o vermelho e o branco da Polônia, terra natal do papa.
Até dois milhões de pessoas acompanharam a cerimônia em imensos telões de TV colocados ao redor de Roma.
Cardeal Ratzinger conduz cerimônia fúnebre do papa
Sexta, 08 de Abril de 2005 às 03:37, por: CdB