Com o papa João Paulo 2o. com a saúde deteriorada, quatro cardeais católicos e um arcebispo estão efetivamente dirigindo os assuntos do dia-a-dia do Vaticano, o quartel-general da maior igreja do mundo.
Os quatro cardeais são todos considerados possíveis futuros papas.
João Paulo deve aprovar todas as grandes decisões -- mesmo que somente com um leve aceno de cabeça ou redigindo por meio de rabiscos o seu nome em um documento.
Os cinco assessores são:
-- Cardeal Angelo Sodano (italiano, 77 anos): Secretário de Estado (primeiro-ministro) e segundo homem na hierarquia depois do papa. Ex-diplomata da Igreja, ele provocou polêmica em fevereiro por mencionar publicamente que o pontífice poderia renunciar.
-- Cardeal Joseph Ratzinger (alemão, 77 anos): Principal responsável pela doutrina do Vaticano e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé. Conservadores festejam e liberais estrilam com sua ortodoxia estrita e mão de ferro contra dissidências.
-- Cardeal Giovanni Battista Re (italiano, 71 anos): como prefeito da Congregação dos Bispos, ele prepara as listas dos novos bispos para o papa aprovar. Ele é considerado um perito na administração, mas tem pouca experiência pastoral.
-- Cardeal Camillo Ruini (italiano, 74 anos): vigário do papa como bispo de Roma e chefe da Conferência dos Bispos Italianos. Seus dois postos fazem dele o mais poderoso cardeal na Itália e figura-chave que exerce a influência da Igreja sobre os políticos da Itália.
-- Arcebispo Stanislaw Dziwisz (polonês, 65 anos): como secretário privado do papa, ele controla todos os acessos ao pontífice e tem uma crescente influência enquanto a saúde de João Paulo 2o. se deteriora.