Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Caravana da Anistia vai julgar o processo de Paulo Freire

Segunda, 23 de Novembro de 2009 às 11:34, por: CdB

A Caravana da Anistia volta a Brasília nesta quinta-feira. Na ocasião, será julgado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça o processo de anistia política do educador e intelectual Paulo Freire. A caravana acontecerá dentro do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 9h.

Pernambucano de Recife, Freire morreu em São Paulo em 1997, aos 76 anos. Pedagogo, devotou grande parte de sua vida à alfabetização das pessoas mais pobres. Foi perseguido pelo regime militar (1964-1985), preso e exilado. É o criador do método Paulo Freire de alfabetização, mundialmente conhecido.

A caravana é realizada em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça em parceria com o Instituto Paulo Freire, Ministério da Educação, as comissões de educação da Câmara e do Senado, Unesco, Associação dos Juízes para a Democracia, Instituto Catarinense de Aprendizagem e Educação Infantil (Icae), Movimento dos Sem Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDI).

Além do julgamento do processo, haverá sessão de memória e exposição fotográfica sobre o educador. Organizado pelo MEC, o Fórum Mundial reunirá, em Brasília, cerca de 15 mil pessoas e profissionais de 23 países.

Esta será a 31ª edição da Caravana da Anistia. O projeto, criado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, existe desde abril de 2008 e já percorreu 16 estados. A intenção é julgar os casos de perseguição política no local onde eles aconteceram, revelando à população de todo o país os fatos arbitrários ocorridos durante o regime militar. Mais de 500 processos já foram julgados pela Caravana.

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça existe desde 2002. Até agora, 64 mil requerimentos com pedido de anistia foram protocolados. Destes, 47 mil foram julgados – trinta mil foram deferidos e em aproximadamente 12 mil destes, para além do pedido oficial de desculpas do Estado, houve alguma modalidade de reparação econômica.

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