Capitão denuncia Greenpeace por apoio à caça do urso polar
Sem o apoio do Greenpeace, a U.S. Fish and Wildlife Service vinha tentando há anos colocar o comércio de peles e outras partes de ursos polares na mesma categoria do marfim proveniente de elefantes
A U.S. Fish and Wildlife Service vinha tentando há anos colocar o comércio de peles e outras partes de ursos polares na mesma categoria do marfim proveniente de elefantes
Por Redação, com agências internacionais - de Wellington
O capitão Paul Watson, ativista ambiental renomado e fundador da Organização Não Governamental (ONG) de conservação marinha Sea Shepherd Conservation Society (SSCS), denunciou em sua página no Facebook, que a ONG Greenpeace apoia o extermínio de ursos polares. Watson protesta contra caçadores do urso polar, milionários brancos e influentes, que contratam os serviços dos indígenas das tribos Inuit como guias até os campos de caça.
Os ursos polares tem sido caçados por milionários, brancos e influentes, com apoio de indígenas, no Alaska O capitão Watson é o comandante do Sea Shepherd
"A Fundação Greenpeace Internacional traiu completamente tudo que uma vez representava. As pessoas que administram o Greenpeace hoje literalmente quebraram a base de ideais e princípios sobre os quais o nome do Greenpeace foi construído.", desabafou o Capitão.
Paul é ex-membro fundador do Greenpeace, do qual saiu em 1977, devido a divergências ideológicas. A denúncia foi feita um dia após veiculação da notícia de que a Agência norte-americana U.S. Fish and Wildlife Service anunciou ter desistido de tentar banir o comércio de ursos polares.
Caça ao urso polar
Segundo a notícia, o governo canadense afirmou - juntamente com Greenpeace, World Wide Found (WWF), influentes organizações científicas e outras ONGs - "que a caça canadense é sustentável e que a real ameaça aos ursos polares são as mudanças climáticas."
A U.S. Fish and Wildlife Service vinha tentando há anos colocar o comércio de peles e outras partes de ursos polares na mesma categoria do marfim proveniente de elefantes. "Embora nós continuemos preocupados que o comércio de ursos polares seja uma ameaça adicional para a espécie, não estamos buscando um aumento... na proteção, neste momento.", afirmou a Agência em seu website.
O caso está especialmente atrelado à caça de ursos polares no território do povo Inuit, que são esquimós nativos da região ártica do Canadá, Alasca e Groelândia. "Já ameaçados pelas mudanças climáticas, pelo impacto da exploração petrolífera, e diminuição de alimentos, o urso polar continuará a ser caçado por caçadores de troféus para que um pequeno grupo de guias Inuit possam manter seus empregos de levar caçadores brancos excessivamente privilegiados até suas vítimas. Guiar caçadores brancos para matar ursos polares não é uma tradição e nem tem qualquer validade como sendo parte da cultura Inuit.", afirmou Paul Watson.
O diretor executivo do Greenpeace, Russel Normal, em defesa da instituição, afirmou neste sábado que as afirmações do capitão Watson não seriam verdadeiras. Segundo Norman, em nota divulgada nos EUA e traduzida na Redação do Correio do Brasil, “o Greenpeace tem realizado campanhas, por muitos anos, pela proteção do Ártico das mais variadas maneiras. Esta denúncia de que, de alguma maneira, o Greenpeace apoia a caça aos ursos polares é completamente falsa”. O executivo, porém, não comentou acerca da participação de indígenas e milionários na matança que, anualmente, tem reduzido o número de espécimes a níveis próximos da extinção.
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