Por Gerhard Grube 25/05/2011 às 14:56
Não só no Brasil acontecem as enchentes.
Tornado em Joplin
Também nos Estados Unidos. E esta inundação atual é uma das maiores. O rio Mississipi está extravasando de suas margens e causando muitos estragos. http://www.wsws.org/articles/2011/may2011/pers-m16.shtml
E lá eles têm ainda os tornados, como recentemente em Joplin, causando mortes, estragos e destruição. http://www.wsws.org/articles/2011/may2011/jopl-m25.shtml
E não só no Brasil o governo não faz quase nada. Também na terra do dólar é assim. É problema de cada um. Que resolva como puder.
Como ficou bem enfatizado quando do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005. O então presidente Bush mandou militares fortemente armados. Para proteger o patrimônio das empresas, para que não fossem saqueadas. Mesmo sendo comida e água.
E não mudou muito com o presidente negro Obama. A política é a mesma.
Autoridades estadunidenses abriram a barragem "Morganza" na Louisiana, para desviar parte da água do Mississipi que ameaça inundar Nova Orleans, Baton Rouge e várias indústrias químicas e refinarias de petróleo.
São 24.000 residentes na área que vai ser inundada pela abertura das comportas. Ficará inundada por semanas ou meses. Os moradores terão que abandonar seus lares e local de trabalho, sem praticamente nenhuma indenização. Gente de poucas posses, imensa maioria.
O governador da Louisiana enviou policiais e guarda nacional para consolidar a evacuação. As pessoas tendo que levar tudo que for possível dos seus pertences.
O apoio governamental é irrisório. E o governo insiste que os afetados recorram a empréstimos especiais do governo. Quando então, além de pagar juros, terão que contratar seguro contra enchentes.
O desvio das águas vai beneficiar a Exxon Mobil, e outras empresas ao longo do rio Mississipi. E se o governo as inundasse intencionalmente, elas seriam indenizadas.
Ou processariam o governo e acabariam ganhando.
Já trabalhadores que estão perdendo suas casas e trabalho não são compensados.
Capital x Trabalho, o governo estadunidense mostra claramente qual é a sua preferência.
No Brasil também é assim.