Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Capital Inicial apresenta novo CD na Fundição Progresso

O grupo Capital Inicial comemora a nova fase de sua carreira em uma apresentação única na Fundição Progresso, na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, no dia 1º de outubro. O show da turnê Das Kapital, mais recente trabalho do grupo, aposta no visual high-tech, interatividade e o bom e velho rock'n'roll como fórmula de sucesso.

Terça, 21 de Setembro de 2010 às 08:30, por: CdB

O grupo Capital Inicial comemora a nova fase de sua carreira em uma apresentação única na Fundição Progresso, na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, no dia 1º de outubro. O show da turnê Das Kapital, mais recente trabalho do grupo, aposta no visual high-tech, interatividade e o bom e velho rock'n'roll como fórmula de sucesso. O novo palco tem concepção assinada por Césio Lima e investe em uma experiência audiovisual. Serão ao todo 19 telas de diferentes tamanhos e formatos espalhados em profundidade pelo palco. Seu conteúdo é pautado por temas do novo álbum, mas também há espaço para produção dos fãs do Capital, que poderão enviar vídeos via site da banda para exibição durante os shows. Isso tudo completado por uma estrutura única de som e luz. A interatividade continua sendo marca do grupo. Quem compra Das Kapital ganha um passaporte com código personalizado. No site do Capital, esse código dará acesso a uma versão acústica exclusiva de Depois da meia-noite, além de uma música inédita, que não está no disco físico. O 12º disco de estúdio do Capital Inicial, este Das Kapital, é o segundo nascimento do grupo em 28 anos de carreira. E, quais rebeldes incorrigíveis, a cada nascimento ousam mais. Na volta aos estúdios, decidiram que em time que está ganhando se mexe, sim. O resultado foi uma abertura inédita de espectro dentro do estilo próprio que o Capital Inicial criou na discografia do grupo. Tem remissão a punk 77 e rock anos 00 norte-americano (Ressurreição), power pop com ênfase no pop (Depois da Meia-Noite), rock dançante inglês contemporâneo (Como se Sente), baladas de piano (Eu Quero Ser Como Você), power pop com ênfase no power e acordes abertos e maiores (A Menina que Não Tem Nada) e até climão de rock de arena (Vivendo e Aprendendo). O ingrediente subtraído na receita é simples – aquela sonoridade de vocais altos e instrumentos comprimidos do Bê-rock, formulado na explosão do gênero por aqui. O trabalho ganha em frescor. E coesão. E o passo além, desta vez, após o recesso da banda com a internação e recuperação de Dinho, veio em toda a equipe e conceito, conforme relatado, mas principalmente no som. Ou nas nuances. Das Kapital é um disco com mais brilho, com suor mais evidente, por vezes com chimbau aberto e pé no retorno, em outras, com marcação dramática em piano. Na equação, algo de que o grupo se orgulha mesmo – a manutenção do estilo próprio. – Variedade (de gêneros) não significa talento. Bandas que amo, como AC/DC e Ramones, fazem e fizeram a mesma coisa sempre. Mas tem um rock dos anos 70, do qual bebi muito, de Led Zeppelin, Deep Purple, com essa característica de variedade na composição. Led Zeppelin fez até reggae (D´yer Mak´er) –, narra Dinho. – Mas existe um ponto que nos é muito valioso, o de ter atingido uma sonoridade própria. Antes mesmo de ouvir o vocal, você já sabe que é o Capital Inicial –, completa o vocalista. Sobre o título do disco, referência a obra O Capital, de Karl Marx, Dinho explica que “reunir o nome Capital Inicial com o título do mais importante livro de Karl Marx e, ainda por cima, fazer as fotos da capa na Bolsa de Valores nos pareceu uma piada irresistível. Uma coisa mais pra Groucho do que pra Karl... Mas, embora o humor tenha servido de inspiração, a combinação entre o título, nosso nome e a foto serve também de pretexto para uma pequena discussão sobre valores”. E ainda há uma canção com aquela sonoridade de cordas de aço (Não Sei Porquê), um rock pesadão com cavalgada quase metal de guitarra (Melhor), a música mais longa (3m52s) e climática do trabalho (Eu Sei Quem Eu Sou), um aclive em peso e vocal agressivo (Marte em Capricórnio) e um arremate com introdução bem marcada.

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