O processo democrático de participação da sociedade nos destinos do Programa Fome Zero exige, além da óbvia institucionalização dos espaços apropriados para o exercício da cidadania, a capacitação dos escolhidos para representar diretamente a população.
Se é verdade que, no mundo todo, ninguém nasce sabendo, por exemplo, o que é um conselho e como se comportar em um colegiado, num país como o nosso, de raros períodos históricos vividos em liberdade, esta máxima concretiza-se sob o manto de uma cultura extremamente autoritária e excludente. Romper este processo e produzir um novo ambiente, será fruto de combinações da democracia direta e indireta, muita participação, debate e formação de novos consensos.
A seguir você poderá acompanhar alguns exemplos de como está se dando a Capacitação no interior do Fome Zero, a importância deste movimento associado ao combate às fraudes no Cadastro Único e a efetiva possibilidade da sociedade planejar e gerir, de forma participativa, as Políticas Sociais em nosso país, principalmente nos lugares mais distantes, pobres e de pouca tradição democrática onde, além do assistencialismo e clientelismo, convive-se com o coronelismo.
Se o reconhecimento dos seus direitos é a `pilha´ que move a cidadania, o governo federal também está se preocupando com outras formas de energia. Articulções interministeriais e intergovernamentais buscam tirar o atraso das regiões que ainda não possuem acesso à eletricidade e seus benefícios, como se pode acompanhar no texto abaixo.
Capacitação
Com o objetivo de conhecer o funcionamento do Fome Zero e a metodologia para a implantação do comitê gestor local do programa, 402 Agentes Locais de Segurança Alimentar participaram de um curso de capacitação em Salvador (BA). O curso, finalizado na sexta-feira passada, é uma realização do Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar (MESA), do Movimento de Organização Civil (MOC) e da Secretaria Estadual de Combate à Pobreza.
De acordo com o coordenador técnico-pedagógico do MOC, Clodoaldo Paixão, “nosso papel, enquanto entidade da sociedade civil parceira do programa, é capacitar os agentes de 201 municípios baianos. Para isso, a equipe técnica do MOC passou por um curso, junto ao MESA, em Brasília, no qual discutimos o processo metodológico que utilizaríamos aqui”.
Os agentes participantes correspondem aos 201 municípios baianos que serão contemplados pelo programa. Na capacitação, estão conhecendo detalhadamente o Programa Cartão Alimentação que destina um benefício para a compra de gêneros alimentícios no valor de R$ 50,00 às famílias em situação de insegurança alimentar. O curso também abordou temáticas sociais, como o ciclo vicioso da fome, os bolsões de pobreza existentes no país e os três eixos do Fome Zero.
Segundo a coordenadora de capacitação do MESA, Maria do Socorro Normanha de Castro, depois de capacitados, os agentes retornam para os seus municípios, onde terão a responsabilidade de formar o Comitê Gestor Municipal, eleitos em assembléias dos fóruns de desenvolvimento local ou por instâncias da sociedade civil. Também integrará o comitê um beneficiário do programa que será escolhido pelas famílias contempladas pelo Fome Zero.
O Comitê, por sua vez, será responsável pela implantação do Cartão Alimentação, selecionando, entre as famílias pertencentes ao Cadastro Único, as que serão contempladas. Também é tarefa do Comitê a fiscalização e o acompanhamento das famílias beneficiadas quanto à qualidade e a procedência dos alimentos e quanto à forma de comprovação dos gastos.
Capacitação para a Educação Cidadã
Encerrou-se na sexta-feira passada, no Centro de Treinamento do Banco do Nordeste, em Fortaleza (CE), o 1º Encontro da Equipe de Capacitação para a Educação Cidadã (Talher) do Ceará. Participam do fórum representantes de associações comu
Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026
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