Pergunta do dia
Os jornais poderiam perguntar a Geraldo Alckmin que avaliação ele faz da política de segurança desenvolvida pelo PSDB nos últimos 12 anos em São Paulo. Mas esta pergunta só poderia ser feita pessoalmente caso Alckmin saísse da clandestinidade em que se recolheu desde que começaram os distúrbios em São Paulo. Ele está fugindo da imprensa como o diabo da cruz.
A barbárie paulista
Evidentemente, há medidas de curto e médio prazo no campo policial a serem tomadas em São Paulo. Mas a recente ofensiva de ações criminosas do PCC deve servir de alerta para as elites do país: se não se avançar na inclusão social, cada vez mais situações como esta poderão voltar a acontecer. A pobreza e a falta de perspectivas são um caldo de cultura para o avanço da barbárie.
Duas perguntinhas incômodas
A Folha de S. Paulo de hoje informa que, depois de negociações do governo estadual com chefes do PCC presos, estes últimos determinaram o fim dos ataques. A primeira pergunta, então é: o que terá sido prometido a eles? A segunda, por que não se consegue uma solução técnica que impossibilite o uso de celulares em presídios?
Lula vai abrir o cofre?
Será que, agora, depois de tudo o que houve em São Paulo, o governo federal vai finalmente repassar os recursos previstos no Orçamento para ajuda aos estados na área de segurança? Eles foram "contingenciados" (retidos) para ajudar a pagar juros aos especuladores que compram papéis da dívida pública brasileira. Afinal, de acordo com os fundamentos da política econômica tucano-petista, esta é a única rubrica que não pode sofrer cortes.
A mão fechada de Lula
Em 2005, o governo Lula investiu apenas 5,5% dos R$ 413 milhões previstos no Orçamento para o Fundo Nacional de Segurança Pública, cujos recursos são repassados para os estados. No Plano Nacional de Segurança Pública, que inclui o fundo acima citado, só foram utilizados 28,7% da verba prevista de R$ 1,5 bilhão. Dos R$ 111 milhões previstos para a reforma do sistema penitenciário, apenas 24% foram liberados. Mas quando se trata de remunerar banqueiros, o governo Lula abre a mão. O superávit primário foi maior do que o previsto no Orçamento e maior t