O cantor cubano Ibrahim Ferrer acredita que a decisão dos Estados Unidos de negar visto a ele e a outros músicos de seu país para participar da cerimônia do Grammy é uma provocação e um exemplo de 'embargo cultural'.
- Como podem nos tachar de suspeitos de ser terroristas? Não nos deixam participar porque tocamos música da época da Revolução. Nós, cubanos, tomamos este insulto como um ataque ao povo e à cultura. Eles tentam fazer um embargo cultural - disse em entrevista publicada no jornal 'Jyllands Posten'.
Ferrer, que critica a mistura da música e da política neste caso, garante que esta 'humilhação' não ficará sem resposta, e espera uma reação internacional. Segundo ele, os EUA não serão capazes de intimidar o 'orgulhoso' povo cubano.
- Meu grande sonho seria viajar aos Estados Unidos e voltar de lá com um Grammy. Não entendo por que não querem nos deixar entrar. Lamento que os que se opõem a essa decisão não possam presenciar admiráveis músicos que só queriam tocar para eles, mas chegará um dia sem bloqueios nem ameaças, quando pessoas de diferentes culturas e países poderão se reunir - disse.
Ferrer afirmou não conhecer pessoalmente o presidente de Cuba, Fidel Castro, a quem qualifica de 'grande homem e líder dotado de uma bela personalidade' e 'parte importante da história dos cubanos'.
Cantor cubano acusa EUA de embargo cultural
Segunda, 09 de Fevereiro de 2004 às 01:34, por: CdB