Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Candidatura exigiu superar perda da reeleição, diz Marta

Segunda, 01 de Setembro de 2008 às 14:44, por: CdB

A candidata Marta Suplicy se emocionou nesta segunda-feira ao afirmar que teve dificuldade em aceitar concorrer à prefeitura pelo PT nesta eleição porque foi "muito sofrido" perder a corrida pela reeleição há quatro anos.

Ela anunciou que lança no dia 10 de setembro, pouco menos de um mês antes do primeiro turno, um livro autobiográfico relatando seu período à frente da prefeitura de São Paulo entre 2001 e 2004.

- Quando eu estava ministra (Turismo) e fui cogitada pelo partido em sair para prefeita, eu já tinha um pouco virado a página na questão prefeita porque foi muito sofrido para mim perder a eleição. Tive que fazer um trabalho muito grande para aceitar ser candidata de novo - disse Marta durante sabatina realizada pelo jornal O Estado de São Paulo.

Ela afirmou ainda que a decisão foi tomada em um dia em que ela aterrissou no aeroporto de Congonhas e levou uma hora e meia para chegar em casa, no Jardim Europa, após enfrentar o trânsito da cidade. Prometeu mais uma vez que cumprirá os quatro anos do mandato.

Ao falar sobre o lançamento do livro, Marta relatou que a emoção quase a impediu de escrever a publicação e que espera que não atrapalhe sua candidatura.

- Foi difícil, eu chorava - disse a candidata.

Ela explicou que, durante a redação do livro, sentia o peso do que poderia ter feito pela cidade se tivesse sido reeleita em 2004, quando perdeu para José Serra (PSDB), atual governador paulista, que deixou a prefeitura para o vice, Gilberto Kassab (DEM), candidato nesta eleição.

- Quando você percebe o que a cidade poderia ter caminhado e não caminhou, dava muita tristeza, então eu não conseguia fazer - contou, citando iniciativas como o Ceu Saúde e outras na área de transporte.

Marta disse que vai relatar muitas situações desconhecidas da imprensa, como a conversa que teve com atual deputado federal pelo PT Jilmar Tatto, na época secretário de Transporte do município, sobre a greve de motoristas de ônibus no momento da criação do bilhete único.

- Olhei bem para ele (Jilmar) e disse: a gente não veio aqui a passeio. Nós vamos peitar. Se não tivesse peitado, não teria bilhete único - contou.

No livro, ela explica ainda decisões, relata conversas e situações difíceis.

- Espero que não atrapalhe (a candidatura) e que ajude em algumas coisas. Até pensei em por (lançar) depois, mas ficou pronto agora, vai agora - disse.

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