Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

CANDIDATURA DE EX-PRIMEIRA-DAMA DA GUATEMALA SERÁ DECIDIDA NA CORTE CONSTITUCIONAL

Terça, 02 de Agosto de 2011 às 09:02, por: CdB

CIDADE DA GUATEMALA, 2 AGO (ANSA) - A Corte Suprema de Justiça (CSJ) da Guatemala transferiu a apelação sobre a candidatura da ex-primeira-dama Sandra Torres à Corte de Constitucionalidade do país, que é o último recurso ao qual o partido governista Unidade Nacional da Esperança (UNE) pode apelar.
   
Segundo o presidente do CSJ, Luis Archilla, o processo foi delegado à Corte de Constitucionalidade por não caber ao organismo resolver este impasse. O juiz ainda recordou que, no último sábado, o órgão de Justiça negou o pedido de Torres por considerar a existência de uma "fraude de lei".
   
O divórcio entre Torres e o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, em abril deste ano, abriu espaço para especulações de que teria sido apenas motivado por razões políticas, já que a separação possibilitava que ela fosse candidata à sucessão do marido.
   
Por meio do divórcio, ela supera o impedimento constitucional que proíbe que parentes do presidente em até quatro graus de distância se candidatem.
   
Ela teve sua apelação negada nas instâncias eleitorais e judiciais do país. Desta forma, a Corte de Constitucionalidade se apresenta como o último recurso ao qual a ex-primeira-dama pode recorrer. O tribunal terá agora um prazo de 10 dias para decidir sobre o futuro eleitoral de Torres, sendo que as eleições estão marcadas para o dia 11 de setembro.
   
A candidatura do advogado, empresário e ex-pastor evangélico Harold Caballeros à Presidência da Guatemala também foi negada pelo Registro de Cidadãos (RC) do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).
   
O TSE afirmou que a Constituição prevê a proibição da candidatura de religiosos ao cargo de chefe do Executivo. O representante do Partido Visão com Valores (Viva) é fundador da igreja Shaddai, que conta com pelo menos 12 mil seguidores no país. Caballeros, no entanto, renunciou ao ministério religioso em 2006.
   
As eleições, que serão realizadas no próximo mês, elegerão presidente, vice-presidente, 158 deputados, 333 prefeitos e 20 deputados do Parlamento Centro-americano (Parlacen). (ANSA)


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