Os candidatos à Presidência da Argentina encerram nesta quinta-feira a campanha para a eleição de domingo, que vai determinar o substituto ou a substituta de Néstor Kirchner. É o último dia em que a lei eleitoral permite manifestações públicas dos postulantes à cadeira principal da Casa Rosada.
Treze candidatos disputam a presidência do país: Alberto Rodríguez Saá; a atual primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner; Elisa Carrió; Fernando Pino Solanas; Gustavo Breld Obeid; Jorge Sobisch; José Montes; Luis Ammann; Néstor Pitrola; Raúl Castells; Ricardo López Murphy; Roberto Lavagna; e Vilma Ripoll.
Um grupo de argentinos que tomou as ruas na última quarta-feira em passeata para uma manifestação na Praça dos Dois Congressos não tem a intenção de prestigiar os comícios finais de nenhum desses candidatos. Organizados em torno de entidades como a Corrente Classista Combativa (CCC) e o Partido Comunista Revolucionário (PCR), eles pregam o voto nulo, em branco ou a abstenção.
Questionado sobre a previsão de quantas pessoas optarão por uma dessas alternativas, German Vidal, um dos organizadores, diz não ter idéia.
— Não acreditamos em pesquisas, aqui há um aparato do Estado para uma fraude escandalosa — acusa Vidal.