Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Candidato russo dá nova versão para seu desaparecimento

Sexta, 13 de Fevereiro de 2004 às 16:09, por: CdB

O candidato à Presidência da Rússia Ivan Rybkin provocou mais confusão nesta sexta-feira ao declarar que foi dopado e filmado em um vídeo "nojento" na Ucrânia, durante os cinco dias em que sumiu sem explicação. Ele é adversário do presidente russo Vladmir Putin, que concorre à reeleição.

Falando a jornalistas em Londres, Rybkin tentou explicar pela terceira vez por que viajou a Kiev sem avisar sua mulher e seus assessores, o que provocou uma caçada policial por ele, e também o que fez nos cinco dias em que ficou sumido.

De volta a Moscou, Rybkin, adversário do presidente Vladimir Putin, afirmou inicialmente que viajou à Ucrânia para visitar amigos, mas disse depois em uma entrevista que estava temendo por sua vida e que por isso passou parte desse tempo escondido em Kiev.

Na sexta-feira, ele apresentou nova versão, segundo a qual teria sido levado a um apartamento na capital ucraniana na companhia de estranhos que lhe prometeram um encontro com o líder exilado checheno Aslan Maskhadov. Ele teria sido dopado e, quando acordou, estava sendo vigiado por dois homens armados que lhe mostraram um vídeo "nojento" com o qual pretendiam comprometê-lo.

_Todas as minhas declarações nos últimos dias em Kiev e em Moscou não refletem a realidade e foram forçadas. Eu estava tentando garantir a segurança da minha família e de mim mesmo - disse. _Não sei quem foi, mas sei quem se beneficiaria disso. Isso beneficia àqueles que querem impor compromissos e humilhação à oposição.

Como outros cinco candidatos que disputam as eleições presidenciais de 14 de março, Rybkin não deve conseguir mais do que alguns poucos pontos percentuais. O franco favorito é o presidente Putin.

A imprensa moscovita reagiu com ceticismo às explicações anteriores de Rybkin sobre seu desaparecimento. Ex-presidente do Parlamento e negociador com os separatistas chechenos, Rybkin afirmou que decidiu, durante o cativeiro, que não abandonará a disputa presidencial, haja o que houver.

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