Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2026

Candidato petista nega pertencer à <i>máfia das ambulâncias</i>

Candidato do PT ao governo de Pernambuco, Humberto Costa voltou a negar, nesta segunda-feira, que o Ministério da Saúde tenha proporcionado benefícios "a qualquer pessoa" durante a gestão do político petista. Ele confirmou, no entanto, ter recebido a visita do empresário Luiz Antonio Vedoin em seu gabinete. (Leia Mais)

Segunda, 24 de Julho de 2006 às 09:19, por: CdB

Candidato do PT ao governo de Pernambuco, Humberto Costa voltou a negar, nesta segunda-feira, que o Ministério da Saúde tenha proporcionado benefícios "a qualquer pessoa" durante a gestão do político petista. Ele confirmou, no entanto, ter recebido a visita do empresário Luiz Antonio Vedoin em seu gabinete, para pagar dívidas do governo anterior. Em Recife, onde participou de comício com Luiz Inácio Lula da Silva, Costa afirmou aos jornalistas que é inocente e que vai processar quem quer que o acuse de envolvimento no caso.

Neste fim de semana, reportagens das revistas Época e Veja trazem uma descrição detalhada sobre o esquema montado pelo empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, preso em maio e apontado como o principal operador da máfia das ambulâncias. Segundo as revistas, ele teria conseguido, durante o governo Lula, liberar recursos no Ministério da Saúde para comprar as ambulâncias superfaturadas, em troca do suposto pagamento de propina a dirigentes do PT.

De acordo com o depooimento de Vedoin, o esquema das ambulâncias, desvendado durante a Operação Sanguessuga da Polícia Federal, durante a gestão petista, começou a funcionar no Ministério da Saúde em março de 2003. O empresário teria acertado com o então presidente do PT no Ceará, José Airton Cirilo, na época, a liberação pelo então ministro da Saúde, Humberto Costa, de R$ 8 milhões para a Planam - empresa de Vedoin responsável pelas vendas superfaturadas.

Ainda segundo Vedoin,  a liberação seria o pagamento por cem ambulâncias compradas no final do governo Fernando Henrique. De acordo com o empresário, Cirilo cobrou e levou R$ 400 mil pela intermediação.

Tags:
Edições digital e impressa