Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Candidato moderado vence as eleições democráticas no Irã

Sábado, 15 de Junho de 2013 às 12:26, por: CdB
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Hassan Rohani, que votou na véspera em Teerã, venceu as eleições no primeiro turno
O candidato moderado Hassan Rohani venceu, em primeiro turno, as eleições presidenciais do Irã, informou o ministro do Interior do país, Mostafa Mohammad-Najjar, em entrevista a um canal de TV do país, neste sábado. Segundo Najjar, Rohani garantiu pouco mais de 50% dos votos, suficientes para evitar o segundo turno, baseados em uma participação de 72% de 50 milhões de eleitores. – O Sr. Hassan Rohani... tem a maioria absoluta dos votos e foi eleito como presidente – disse Najjar. O resultado das urnas garante a unidade do Irã em torno de questões como a crise econômica do capitalismo ou o repúdio do país aos Estados Unidos e à política intervencionista que o Ocidente impõe ao mundo, principalmente no direito dos iranianos em desenvolverem um programa nuclear pacífico. As questões de segurança máxima também são decididas com a interveniência do líder religioso, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente iraniano, no entanto, tem uma voz importante na tomada de decisões no país muçulmano xiita e poderia trazer uma mudança do estilo de confronto do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que apesar do apoio popular, foi constitucionalmente impedido de buscar um terceiro mandato consecutivo. A vitória de Rohani revelou um sentimento pró-reforma, que visa romper o isolamento internacional e ampliar as liberdades individuais. Rohani, um moderado que é um ex-negociador nuclear conhecido por sua abordagem conciliatória, já havia indicado que iria promover a política externa baseada em "interação construtiva com o mundo" e promulgar uma "carta de direitos civis" em casa. Em uma aparente tentativa de sinalizar a continuidade da política, Khamenei disse no sábado que, independentemente do resultado da eleição, que seria um voto de confiança para a o país. "Um voto para qualquer um desses candidatos é um voto para a República Islâmica e um voto de confiança no sistema", disse ele por meio de nota.
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