Candidata de ultradireita jura em cruz, três vezes, que não vai tirar o pai da prisão
A candidata à presidência do Peru Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, jurou na segunda-feira que, se eleita, não irá anistiar seu pai, que cumpre uma pena de 25 anos na prisão por abusos de direitos humanos e corrupção. Fujimori, uma deputada de 35 anos que enfrentará em 5 de junho o nacionalista Ollanta Humala no segundo turno da eleição presidencial do país, afirmou, além disso, que se conquistar a Presidência, "nunca" voltará a cometer os erros do governo de seu pai, que exerceu o cargo entre 1990 e 2000.
A candidata à presidência do Peru Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, jurou na segunda-feira que, se eleita, não irá anistiar seu pai, que cumpre uma pena de 25 anos na prisão por abusos de direitos humanos e corrupção. Fujimori, uma deputada de 35 anos que enfrentará em 5 de junho o nacionalista Ollanta Humala no segundo turno da eleição presidencial do país, afirmou, além disso, que se conquistar a Presidência, "nunca" voltará a cometer os erros do governo de seu pai, que exerceu o cargo entre 1990 e 2000.
Fujimori fez as declarações no momento em que parte da imprensa local divulga informações sobre uma eventual anistia do ex-presidente, preso em um quartel da polícia em Lima, caso ela vença as eleições.
– Eu juro por Deus que não vou anistiar Alberto Fujimori – disse Keiko Fujimori, ao responder às inquietudes dos jornalistas sobre o tema.
A deputada afirmou que "condena" os erros cometidos durante o governo de seu pai, como os atos de corrupção e violações dos direitos humanos. Mas ao mesmo tempo exaltou as realizações obtidas pelo ex-presidente, como a estabilidade econômica e a pacificação do país depois de sofrer a violência guerrilheira do Sendero Luminoso.
– Acredito que devemos olhar para o passado com objetividade, mas sem rancores. E o que chegar à Presidência trabalhará sem ódios, convocando a todos, olhando para o futuro, e aqueles erros que foram cometidos, que nunca mais voltem a ocorrer – acrescentou.
O ex-presidente Fujimori foi destituído no final de 2000 e depois viveu diversos anos no Japão e depois no Chile, de onde foi extraditado ao Peru em 2007 e condenado por vários delitos.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.