A candidata liberal à presidência da Rússia, Irina Khakamada, acusou o presidente Vladimir Putin nesta quarta-feira, de cometer um "crime de Estado" ao ocultar sua responsabilidade na morte dos reféns na tragédia do teatro Dubrovka, em Moscou.
A acusação está em uma carta intitulada "Aos cidadãos da Rússia vítimas do terrorismo de Estado" e publicada em vários jornais, na qual Khakamada desafia diretamente Putin, seu principal adversário nas eleições presidenciais de março.
A política acusa Putin de ter ordenado pessoalmente o sangrento ataque policial ao teatro Dubrovka, ocupado por um comando checheno em outubro de 1999 e no qual pelo menos 129 reféns morreram vítimas do gás usado em sua libertação e foram executados os 41 terroristas, e de bloquear a investigação daquela tragédia.
Segundo Khakamada, de 47 anos, última vice-presidente da Duma (câmara baixa do parlamento russo) pela União de Forças de Direita, o sangrento desfecho do seqüestro só "serviu para instigar a histeria antichechena, continuar a guerra e manter a elevada popularidade do Presidente".
As autoridades admitiram oficialmente a morte de 129 reféns, mas resistiram até o fim a reconhecer que se deveu a uma overdose do gás secreto utilizado para desalojar o teatro e à falta de auxílio e de antídotos.
Candidata à presidência da Rússia acusa Putin de cometer 'crime de Estado'
Quarta, 14 de Janeiro de 2004 às 10:35, por: CdB