O Estado do Rio de Janeiro registrou, em 2008, mais de 7 mil novos casos de câncer de mama, e cerca de 6 mil de próstata, o que o torna o primeiro no ranking de incidência de mama e segundo de próstata do País.
A estimativa é que no próximo ano, os cânceres serão a maior causa de morte no mundo. Preocupados com esta realidade, os patologistas, especialistas responsáveis em fazer o diagnóstico destas doenças a partir da análise do tecido, escolheram o assunto como tema principal das discussões que realizarão durante a 27ª edição do Congresso Brasileiro de Patologia, que acontece até este sábado, em Búzios, no Rio de Janeiro.
O médico Paulo Zoppi, diretor da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), explica que o procedimento de retirada do tecido para a biópsia é rápido e simples.
– A biópsia é crucial para o diagnóstico correto, pois mostra como o tumor está distribuído no tecido. Com o laudo nas mãos, o urologista e/ou mastologista, tem condições de definir o tratamento mais eficaz, seja ele cirúrgico, radioterapêutico ou mesmo paliativo.
Zoppi alerta à população acima dos 50 anos a fazer o exame de toque assim como mulheres com idade superior a 40 devem fazer a mamografia.
– A partir desta idade, a atenção deve ser redobrada, pois o risco é maior. Como hoje a expectativa de vida aumentou para cerca de 72 anos, consequentemente, o número de pessoas com estes cânceres também.
No Brasil, os casos de câncer de mama e próstata, somados, superam os 90 mil no País, conforme mostra o estudo do Instituto Nacional do Câncer. Quando diagnosticado na fase inicial, a chance de cura é muito maior.
No caso de próstata, o fator de risco aumenta em homens que tem uma dieta com base em gordura animal, carne vermelha e cálcio. Obesidade também figura como agravante.