Para muitos brasileiros, pele bronzeada é sinônimo de beleza e saúde. No entanto, é preciso alguns cuidados com esse bronze. A chegada do verão pode aumentar os casos de câncer da pele no país.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) afirma que se os cuidados durante a infância forem intensificados até os 18 anos de idade, as chances de se desenvolver a doença são reduzidas em até 85%.
A principal causa do câncer de pele é a exposição excessiva e inadequada ao sol - raios ultravioleta (UVA e UVB), por isso, quanto maior a exposição, maior o risco de desenvolver a doença. Fatores hereditários também podem influenciar no aparecimento da doença.
- É importante saber que o efeito nocivo do sol é percebido na idade adulta, por causa da ação cumulativa da radiação, mas as maiores parte dos danos causados pelo sol ocorre na infância ou na adolescência - afirma o dermatologista Dr. Márcio Santos Rutowitsch.
De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), dos 402.190 novos casos previstos para o ano de 2003, o câncer de pele será responsável pelo diagnóstico de 82.155 novos casos. No entanto, a facilidade do diagnóstico precoce é o principal fator que contribui para o baixo índice de mortalidade.
Dr. Márcio explica que o câncer não vai surgir logo após a exposição, mas cinco ou até dez anos depois, porque os efeitos são cumulativos.
Os mais afetados
Crianças ou adolescentes de pele, cabelos ou olhos claros, com sardas, que se queimam mais do que se bronzeiam, ou com casos de câncer de pele na família fazem parte dos fototipos (tipos de pele) de risco.
A exposição ao sol sem proteção, além de provocar queimadura, mal-estar, dor de cabeça e até desidratação, pode também provocar o envelhecimento precoce, catarata e câncer de pele.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, uma pesquisa realizada pelo órgão, em todo o país, no ano passado mostra que 69% dos brasileiros não utilizam nenhuma proteção solar.
Prevenção
Como a incidência dos raios ultravioleta está cada vez mais agressiva na Terra, as pessoas de todos os fototipos (tipos de pele) devem estar atentas e se proteger quando expostas ao sol.
O uso do protetor solar é importante para ajudar a prevenir o desenvolvimento da doença, mas nenhum filtro, porém, protege a pele completamente, daí ser essencial também o uso de bonés e camisetas durante a exposição.
O fator de proteção solar mínimo para qualquer tipo de pele é o 15, mas pessoas de pele clara, olhos claros, cabelos louros ou ruivos e sardas devem usar FPS 30 ou mais. Os protetores com FPS 15 protegem a pele da radiação UVB em até 94%; os de FPS 30 protegem a pele dos raios UVB em até 97%.
Dicas preventivas
· Crianças até seis meses não devem ser expostas diretamente ao sol;
· Crianças com mais de seis meses devem respeitar o horário de 10 e 16h e, ainda
· assim, não se expor ao sol sem proteção;
· A aplicação do filtro solar deve ser diária, em todas as áreas descobertas, incluindo orelhas e pescoço.
· Todos os filtros solares devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição (camada espessa) e reaplicados a cada duas horas, após entrada na água ou transpiração excessiva. Normalmente, o fator 15 já é suficiente, reduzindo em 94% a absorção dos raios UV pela pele.
· Abusar do uso de chapéus, camisetas
· As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, que absorv
Câncer de pele deve ser prevenido na infância
Quarta, 07 de Janeiro de 2004 às 22:34, por: CdB