O líder do governo na Câmara dos Deputados, Professor Luizinho (PT-SP), afirmou nesta quarta-feira que a decisão do governo de cancelar o visto temporário do jornalista americano Larry Rother é uma retratação do país no cenário internacional e que o jornalista extrapolou em suas funções ofendendo o presidente brasileiro.
Já o líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA), condenou a posição tomada pelo governo.
- É uma vergonha que se queira estabelecer uma censura internacional da imprensa. É uma tristeza que isso tenha acontecido. Foi um equívoco, que denigre a imagem do país mais do que a própria matéria escrita pelo corressondente - afirmou ele.
Para o Secretário Especial do Programa Fome Zero, Frei Betto, o governo agiu da mesma forma que os Estados Unidos tratariam os brasileiros.
- Essa foi uma decisão do governo, da Justiça, de que esse senhor não merece exercer a sua atividade profissional, na medida em que ele não respeitou um mínimo de princípios éticos em relação à figura do presidente. Imagina o que aconteceria a um de nós, jornalistas, se entrássemos em qualquer consideração infundada sobre a vida moral do presidente Bush - questionou Frei Betto, em entrevista aos jornalistas, durante a posse do novo presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Combate à Fome (Consea), no Palácio do Planalto.
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, afirmou que o caso não se trata de liberdade de expressão, e que não receberá de ninguém acusações de censura da liberdade de imprensa.
- Esse caso não se trata de liberdade de expressão, trata-se de matéria caluniosa, injuriosa, mentirosa e que ofende o país. Eu não sei se foi o objetivo, mas certamente teve o efeito de atingir a liderança emergente do presidente Lula e do próprio Brasil. A pessoa não tem condições de exercer o jornalismo - afirmou o chanceler.
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