Uma polêmica confronta os Rolling Stones e o partido da candidata conservadora à chancelaria alemã, Angela Merkel, pela utilização da canção <i>Angie</i> - diminutivo de Ângela em inglês - do grupo de rock britânico, em atos de campanha da União Democrata-cristã (CDU), partido da postulante, informou nesta terça-feira, em Berlim, um porta-voz da agremiação.
- A situação jurídica exata ainda deve ser esclarecida - disse o funcionário.
Apesar de ser uma triste canção de despedida, a oposição democrata-cristã fez dela seu hino oficial de campanha eleitoral.
Os Rolling Stones reagiram nesta segunda-feira, declarando à imprensa americana que não haviam autorizado o uso da canção para fins eleitorais.
- Não demos nenhuma autorização - disse uma porta-voz do grupo à revista <i>Time</i>.
- Estamos assombrados de que não nos tenham pedido autorização. Se a tivessem solicitado, a teríamos negado de qualquer forma - acrescentou.
O porta-voz da CDU afirmou na terça-feira que a Sociedade Alemã de Gestão de Direitos Autorais de Música (Gema) "deu consentimento por escrito para poder usar a canção".
O funcionário partidário acrescentou que <i>Angie</i> foi difundida outra vez na noite de segunda-feira em um ato de campanha eleitoral de Merkel no balneário báltico de Warnemuende (nordeste).
A canção, composta em 1973, é regularmente executada ao final dos discursos da candidata em seus atos de campanha para as eleições legislativas antecipadas de 18 de setembro.
Enquanto ouvem a música, os jovens integrantes da CDU exibem cartazes cor de laranja com a inscrição <i>Angie</i>, diminutivo de Angela.