O prefeito em exercício de Campos, no Norte Fluminense, Roberto Henriques (PMDB), vai promover o recadastramento de todos os servidores, concursados e terceirizados. Segundo a assessoria de Henriques, a folha de pagamentos com os nomes dos servidores desapareceu, mas há informações de que são pagos R$ 62 milhões em salários, por mês, sendo que R$ 34 milhões só com os temporários.
Henriques assumiu, esta semana, o lugar do prefeito Alexandre Mocaiber (PSB), afastado do cargo por 180 dias a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Ele é suspeito de integrar uma quadrilha que fraudava licitações públicas para a contratação de serviços terceirizados.
Na terça-feira, a Polícia Federal desencadeou a operação Telhado de Vidro, na qual 14 pessoas foram presas por suspeita de participar do esquema. O prefeito interino calcula que haja pelo menos 45 mil servidores municipais, o que representa mais de 10% da população do município, que é de 430 mil habitantes.
Nas contas de Henriques, há 15 mil servidores ativos e inativos contra 30 mil terceirizados, ou seja, sem concurso público.
- Acredito que, após este recadastramento, encontremos de 4 mil a 5 mil servidores fantasmas, acredita Henriques.