Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Campeonato Brasileiro já teve sete líderes

Sexta, 23 de Julho de 2004 às 15:11, por: CdB

No início de junho, o Campeonato Brasileiro sofreu uma paralisação devido as Eliminatórias da Copa do Mundo. Por isso, não houve uma rodada de final de semana e duas intermediárias. Até então, cinco equipes haviam ocupado o primeiro lugar: o São Paulo e os surpreendentes Figueirense, Criciúma, Goiás e Ponte Preta. Após o recesso, o rodízio de líderes incluiu também Santos e Palmeiras. Ou seja, em apenas três meses, sete clubes já lideraram a competição.

Para a maioria das equipes, a folga de onze dias era bem vinda, afinal ajudaria na recuperação de contundidos, permitiria mais treinos e tempo para retomar o rumo. Para outras, entretanto, o reinício do torneio foi o começo da descida.

Quem melhor saiu do recesso foi o Santos. No final de maio, o Peixe lamentou a eliminação na Copa Libertadores da América, trocou de técnico (Emerson Leão por Vanderlei Luxemburgo) e ainda foi goleado pelo Palmeiras, na Vila Belmiro, por 4 x 0. Hoje, verifica um belo salto, do perturbador 20º lugar para o primeiro, tendo acumulado sete vitórias consecutivas entre junho e julho.

Em outro extremo, o Criciúma viveu a queda mais vertiginosa. O Tigre catarinense que chegou a lidera o campeonato por quatro rodadas, despencou para 15º, tendo vivido um jejum de seis rodadas sem vencer. Seu parceiro de descida é o São Caetano. Até outro dia, estava em quinto lugar. Hoje, é o 13º.

Além do Santos, voaram na tabela Ponte Preta e Goiás. O time de Campinas, que contratou o técnico Marco Aurélio depois de perder Estevam Soares para o Palmeiras, era o nono colocado e passou a ser o terceiro. Já o Alviverde goiano, trocou o 13º pelo o quarto, mesmo tendo sofrido, por 6 x 0, nas mãos do Atlético Paranaense, há duas rodadas.

Vasco e Paysandu também melhoraram seus desempenhos, embora sem alarde. O primeiro já não ronda mais a zona de rebaixamento, tendo saltado do 17º para o 12º posto. O Papão, por sua vez, ainda está perto da guilhotina, mas para quem era o último, estar em 19º já é um alívio.

Outra queda só não foi tão notável como a do Criciúma porque não havia tanto a descer: o Flamengo de 22º para 24º. Mas, se o sinal vermelho na Gávea já é rotina, para Guarani, Atlético Mineiro e Paraná que freqüentavam o miolo da tabela, ele começa a piscar agora.

Tags:
Edições digital e impressa