O baiano Ricardo e o paranaense Emanuel encerraram neste domingo um jejum de títulos que perdurava desde 2004 no circuito brasileiro. Num jogo equilibrado do primeiro ao último ponto, os atuais campeões olímpicos venceram o cearense Márcio e o capixaba Fábio Luiz (Medley), campeões nacionais em 2005. Foi também uma espécie de desforra, já que na semana passada tinham sido eliminados para seus maiores rivais no vôlei de praia nas quartas-de-final em Curitiba. O jogo terminou em 2 x 0, com parciais de 19/17 e 18/16. Na chave feminina, a cearense Juliana e a paraense Larissa conquistaram o segundo campeonato da temporada com tranqüila vitória sobre a carioca Renata e a alagoana Talita por 2 a 0 (18/15 e 18/9). As cariocas Maria Clara e Carolina (Medley) terminaram em terceiro pela segunda vez no ano.
Como em todas as vezes em que se encontram, os melhores jogadores do mundo - Ricardo e Emanuel foram campeões do circuito mundial e Fábio Luiz e Márcio ficaram em segundo em 2005 - fizeram um jogo nervoso e calculista, em que cada dupla arriscou o mínimo possível. No primeiro set, Márcio e Fábio Luiz comandaram o marcador até o 13º ponto, até que um bloqueio de Ricardo provocou a virada. O segundo foi muito parecido, mas desta vez Márcio e Fábio Luiz é quem correram atrás todo o tempo. No final, novo bloqueio de Ricardo, de 2m00, sobre Fábio Luiz, de 2m04, decretou o fim da partida.
Conformado com o resultado, o capitão Márcio concordou que faltou um pouco mais de ousadia na decisão. "Não saquei bem e o Fábio Luiz também não funcionou como de hábito no bloqueio. De qualquer forma, um segundo lugar é sempre importante porque os campeões serão aqueles que mantiverem um alto nível de regularidade. Começamos mal em Joinville, chegamos em terceiro em Curitiba e aqui subimos para segundo. Crescemos bastante na parte física e já estamos perto do ideal. A tendência é continuar essa trajetória na próxima etapa, no final do mês, em Porto Alegre".
Na disputa pelo terceiro lugar, o sul-matogrossense Benjamin e o brasiliense Harley superaram o baiano Juca e o fluminense Pedro Grael por 2 a 0. Com isso, o pódio foi ocupado pelas três melhores duplas brasileiras no circuito mundial. Guarulhos conheceu também a terceira dupla vencedora diferente, evidência do forte equilíbrio do circuito nacional.
Maria Clara e Carolina
Se a competitividade do torneio masculino continua alta, no feminino as "usuais suspeitas" mais uma vez dominaram o pódio. Campeãs mundiais e brasileiras, Juliana e Larissa não tomaram conhecimento de Renata e Talita na finalíssima em Guarulhos, enquanto Maria Clara e Carolina ganharam das medalhistas de prata olímpicas Adriana Behar e Shelda por 2 a 1 (18/15, 17/19 e 20/18). Foi a quarta vitória consecutiva das irmãs sobre uma dupla que dominou por quase 10 anos o vôlei de praia brasileiro.
Na briga pelo terceiro lugar, o que começou como um jogo fácil se transformou num drama que só terminou ao final de um apertado terceiro set. Maria Clara e Carolina dominaram no começo, mas Adriana Behar e Shelda reagiram e estiveram muito perto de vencer a partida. No tie-break, abriram três pontos por duas vezes e ainda desperdiçaram um match point. Com muita garra, Maria Clara e Carolina foram buscar um resultado que parecia perdido.
Com o terceiro lugar e o quinto de Agatha e Shaylyn, as filhas de Isabel recuperaram o quarto lugar no ranking. "Nossa luta é essa mesma, melhorar cada vez mais, ficar entre as melhores classificadas e, quem sabe, pegar uma semifinal mais favorável nas próximas fases", analisou Maria Clara, de 22 anos, a mais velha da dupla. Por mais favorável, entenda-se fugir do cruzamento com Juliana e Larissa, que claramente estão à frente das concorrentes.
A volta ao pódio, depois de uma péssima apresentação em Curitiba, representou uma recompensa ao esforço das meninas. "A verdade é que nos superamos em Guarulhos. Não é fácil ganhar de uma equ