Utilizara linguagem do futebol para chamar a atenção para a violência contra a mulher.É com esse objetivo que organizações de defesa dos direitos das mulherespromovem a campanha: A violência contraas mulheres não te faz campeão. A iniciativa, realizada na Colômbia, aproveitacampeonatos e eventos esportivos para alertar à população sobre os casos deviolência de gênero.
Promovidapor Vamos Mujer, de Medellín, La Casa de la Mujer, de Bogotá, Associação SantaRita para a Educação e Promoção - Funsarep, de Cartagena, Secretaria dasMulheres de Medellín e Instituto de Recreação e Esporte (Inder), a campanha trabalhacom elementos do futebol para alertar homens e mulheres sobre a violência degênero.
"Estacampanha é uma proposta que pretende encontrar outras alternativas que convidempara a solução desta problemática. A considerarmos como uma maneira de entrarem outros registros, através das práticas cotidianas, que desde outroscenários, como os esportivos, e neste caso talvez o mais massivo no planeta,como é o futebol, possamos chegar a outras vozes que se unam a nossa equipe,sem importar a cor de sua camisa, para erradicar a violência em todas suasformas, para que seja possível o direito de uma vida sem violências para asmulheres”, destaca o material da corporação Vamos Mujer.
Aorganização lembra que são considerados atos de violência contra a mulher açõesque violem a liberdade, a dignidade e a integridade física e psicológica. Combase em informações do Instituto Nacional de Medicina Legal, Vamos Mujer apontaque, no ano passado, ocorreram 77.545 casos de violência intrafamiliar no país.Desses, 78% tiveram as mulheres como vítimas. Além disso, segundo a corporação,dos 50.828 casos de violência entre casais registrados em 2010, 44.854resultaram em agressões contra as mulheres.
Rechaço
Aviolência contra a mulher levou até Hernán Darío Gómez, técnico da seleçãocolombiana de futebol, a renunciar o cargo. No dia 7 deste mês, Darío Gómez,também conhecido como "Bolillo”, agrediu uma mulher em um bar em Bogotá, naColômbia.
Emum comunicado, o técnico se disse envergonhado e pediu desculpas pelo ocorrido.Além de renunciar o cargo, iniciou um tratamento psicológico. Ainda não se sabese a Federação Colombiana de Futebol aceitará ou não a renuncia do treinador.
Emnota, organizações sociais e feministas da Colômbia rechaçaram a atitude dotécnico da seleção e comentaram sobre a resposta da sociedade diante daagressão. "Celebramos que, neste caso, a sociedade tenha se manifestadosancionando com toda a clareza a conduta violenta e machista de um homempúblico, que havia se convertido em um importante referente para as geraçõesjovens. Este repúdio geral conduziu uma renuncia que consideramos justa”,destacou comunicado de Funsarep.
Paramais informações sobre a campanha, acesse: http://www.vamosmujer.org.co/