Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Campanha reprime preservativos falsificados

Campanha reprime preservativos falsificados

Quarta, 11 de Fevereiro de 2004 às 07:46, por: CdB

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão vinculado à Secretaria estadual de Justiça e Direitos do Cidadão, inicia nesta quinta-feira a Operação Carnaval com Camisinha. O objetivo é reprimir a venda de preservativos falsificados. Fiscais da Superintendência de Qualidade percorrerão drogarias, supermercados, termas, motéis, sexy-shoppings e demais estabelecimentos onde o produto é vendido para verificar se as camisinhas estão dentro das normas exigidas para comercialização.

- É preciso que a camisinha tenha o selo de aprovação do Inmetro, mesmo que o produto seja importado. Tudo o cuidado é pouco. O consumidor não deve se iludir com uma embalagem bonita. É importante que verifique se as informações sobre o preservativo estão em português e se o produto tem o logotipo do Inmetro - explicou o presidente do Ipem, Dionísio Lins.

Para ser aprovado no Inmetro, o preservativo deve ter resistido a cinco testes. "Verifica-se se o produto causa algum tipo de alergia na pele e o potencial de elasticidade", detalhou Lins.
O presidente do Ipem explicou que, caso seja encontrado um produto falsificado posto à venda numa loja, o Ipem recolhe o material e o encaminha ao laboratório. Depois, autua o estabelecimento e aplica multa, que pode ser de R$ 200 a R$ 10 mil.

Em 2003 o Ipem fiscalizou 212.706 preservativos. Destes, apenas 1.487 apresentaram irregularidade. "No Carnaval, o negócio complica, pois até camelô vende camisinha. Isso nos obriga a ampliar a ação", disse Lins. O universo de preservativos falsificados não ultrapassa 10% desse mercado, segundo Lins. Muitos dos produtos vêm da Índia, em condições que comprometem a qualidade. 


 

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