Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Campanha eleitoral degenera na Suíça

Por Rui Martins - A apenas 15 dias das legislativas, a Suíça viveu momentos de tensão, na tarde e noite deste sábado, nos choques entre a polícia com manifestantes anti-Partido do Povo, na capital Berna, com 20 feridos e 50 presos. (Leia Mais)

Sábado, 06 de Outubro de 2007 às 15:43, por: CdB

A apenas 15 dias das legislativas, a Suíça viveu momentos de tensão, na tarde e noite deste sábado, nos choques entre a polícia com manifestantes anti-Partido do Povo, na capital Berna, com 20 feridos e 50 presos. Embora os dirigentes do Partido do Povo se queixem de terem sido privados do direito democrático de fazer uma passeata e comício diante do Palácio Federal, a situação tinha sido prevista pelas autoridades. Pascal Couchepin, ministro do Partido Radical, lamentando o espetáculo de violência, criticou o Partido do Povo por ter mantido as manifestações.

A campanha eleitoral suíça vem se envenenando nas últimas semanas, de maneira inédita, desde a utilização pelo Partido do Povo de cartazes e provocações racistas no seu site Internet. O cartaz com três ovelhas brancas e uma ovelha negra sendo escoiceada e expulsa da bandeira suíça vem recebendo condenação geral, mas não foi retirado das ruas, apesar de pedido de associações anti-racistas. Mesmo assim o Partido do Povo, liderado pelo ministro da Justiça Christoph Blocher, é considerado o provável vencedor das legislativas, devendo obter 27% dos votos, enquanto os socialistas não deverão ultrapassar 24%.

Entretanto, como a Suíça não tem primeiro-ministro e é governada por uma junta de sete ministros, existe a possibilidade dos socialistas se aliarem com os democratas-cristãos e radicais para isolarem o Partido do Povo, cuja campanha eleitoral e projetos contra os imigrantes lhes vem dando uma característica de partido de extrema-direita. na Suíça.

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