Como já vínhamos defendendo há vários dias aqui no blog, chega em boa hora e é muito acertada a decisão do governo de antecipar de junho para o dia 6 de maio, o início da nova campanha nacional de desarmamento - a quarta desencadeada no país - com duração até o final deste ano.
O governo, conforme anunciou o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, constitui nos próximos dias o conselho nacional com representantes seus e da sociedade civil para coordenar a campanha.
O conselho será constituído por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (nacional), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Rede Desarma Brasil, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Câmara dos Deputados e do Senado - pelo governo estarão representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
A este conselho caberá definir, por exemplo, como será feita a entrega de armas e o pagamento por elas. Na última das três campanhas já desencadeadas no país pelo governo, o pagamento variava entre R$ 100,00 e R$ 300,00 por arma. Segundo o ministro Cardozo foi recolhido, então, mais de 1 milhão de armas na campanha.
Todo apoio à consulta popular sobre desarmamento
Também é louvável, e merece todo apoio, a iniciativa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de apresentar hoje aos líderes partidários uma proposta para a realização de um novo referendo sobre o desarmamento, bem como trabalhar, conforme ele antecipou, por sua imediata aprovação.
Ao lado da campanha de desarmamento nacional, esta nova consulta à população é uma das melhores alternativas para intensificarmos a discussão sobre a proibição de vendas de arma de fogo no país.
Vamos aprovar esta consulta e intensificar a discussão e a campanha para desta vez vencermos e dotarmos o país de estrita, severa mesmo, legislação sobre o comércio de armas, bem como de rigorosa vigilância sobre este comércio nas nossas fronteiras.