A Campanha do Desarmamento lançada pelo governo superou as expectativas em apenas uma semana. Em todo o país, milhares de pessoas já entregaram à Polícia revólveres, pistolas, espingardas e rifles, em troca de dinheiro. A Polícia Federal, que coordena a coleta, já pediu mais dinheiro ao governo e mais postos de entrega.
Até esta terça-feira, a PF recolheu 3.053 armas em todo o Brasil. Esse número pode chegar a 4 mil até esta quinta-feira. A previsão inicial do governo era recolher 80 mil armas em todo o país até o fim do ano. Mas os números deixam o governo mais otimista e já se fala em 200 mil armas até dezembro.
Pernambuco, Rio e São Paulo estão entre os Estados onde a população mais colabora. Já em Sergipe, a campanha ainda é tímida. A partir desta semana, em todo o Brasil, além da PF, Corpo de Bombeiros, igrejas, ONGs e associações comunitárias também estão recebendo armas.
Nesta quarta-feira, o diretor geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, assinou uma portaria que estabelece as regras para os convênios que vão ampliar os pontos de recebimento de armas. A portaria prevê dois tipos de convênio: um para os órgãos de polícia que tiverem interesse em participar, e o outro para entidades civis, como igrejas e ONGs.
Nas cidades onde não existe quartel ou delegacia, serão montados postos de recolhimento. As ONGs, sindicatos, igrejas e associações de bairros poderão indicar locais para o recolhimento das armas. Mas, caberá à Polícia Federal enviar equipes para essa tarefa.
Procedimento
Quem não tem porte, precisa pedir primeiro uma autorização à Polícia Federal para o transporte da arma. Chegando a polícia com revólver, a pessoa vai preencher um formulário indicando o número da arma, dados pessoais e uma conta bancária para receber indenização. Quem não puder ir à polícia, também pode mandar um representante.
O governo vai pagar R$ 100 por revólver até calibre 38 e para espingarda. Duzentos reais para revólver calibre 44 e carabina. Trezentos reais para pistola e fuzil 9 mm. O dinheiro será depositado em no máximo um mês depois de devolvida a arma.