Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

"Campanha de 2014 será duríssima", alerta petista histórico

Domingo, 27 de Outubro de 2013 às 11:55, por: CdB
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Pomar é um dos candidatos à Presidência do PT
Para os fãs da presidenta Dilma Rousseff, que dormem tranquilos sobre as últimas pesquisas de opinião, em confortáveis índices de prestígio que garantem, se a eleição fosse hoje, uma vitória fácil sobre os demais adversários, o petista histórico e candidato do grupo Articulação de Esquerda à Presidência do Partido dos Trabalhadores (PT), Valter Pomar, manda um balde de água fria: – Não nos iludamos com pesquisas. A campanha de 2014 vai ser duríssima. Pomar discursou em Brasília, durante mais uma etapa da longa campanha à direção nacional da legenda e afirmou ser necessário mudar de tática para a eleição do ano que vem. – Não basta estabelecer como objetivo reeleger Dilma. É necessário criar condições para que o segundo mandato dela seja melhor do que o primeiro, assim como fizemos com Lula – afirmou. Foi ovacionado. Governo conservador No seio do PT, Dilma Rousseff é alvo de críticas, também dirigidas à aliança com o PMDB. O vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) chegou a ser chamado de "sabotador" por um dos concorrentes e a administração de Dilma foi definida como "conservadora" e de causar "instabilidade" econômica no país. Ao defender o governo e a parceria com o PMDB, o presidente do PT, Rui Falcão, ouviu vaias da plateia e até gritos de "pelego" vindos do fundo do auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde foi realizado o debate. Provável coordenador da campanha de Dilma em 2014, e candidato a novo mandato no PT, o deputado disse ter visto com "muita melancolia" os ataques à administração petista. – Às vezes dá a impressão de que somos oposição ao nosso governo. Devemos defender o governo da presidenta Dilma e manter a aliança com o PMDB e com os outros partidos da coligação. Qual é a política de alianças que se põe no lugar dessa? – questionou Falcão. Falcão respondia às críticas a Temer, ao senador José Sarney, ao governador do Rio, Sérgio Cabral, e ao vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, todos do PMDB. – Não concordo com a proposta de retirar Filippelli da chapa do governador Agnelo Queiroz (PT) – lamentou Falcão, que foi aplaudido no final de sua fala. Falcão segue como favorito na disputa com o apoio da corrente Construindo um novo Brasil (CNB), majoritária no PT. Para o deputado Paulo Teixeira (SP), candidato do grupo Mensagem ao Partido, é preciso fazer um "adensamento à esquerda" em eventual segundo mandato de Dilma e de outros governos petistas. – Não sou daqueles que quer isolar o PT, mas também não podemos dissolver o partido nas alianças – reagiu Teixeira, que é secretário-geral da sigla. Markus Sokol, candidato da corrente O Trabalho, também discordou. – Agora vão de novo se agarrar ao órgão do PMDB para não deixar a coalizão naufragar? O vice-presidente da República é um sabotador e agiu contra o plebiscito da reforma política – afirmou. No auditório cheio de cartazes contra o leilão do pré-sal de Libra, o clima era de encontro estudantil, com torcidas organizadas, aplausos e vaias. A eleição que renovará o comando do PT está marcada para 10 de novembro, em todo o país, com voto dos filiados. – Dilma privatizou rodovias, portos, aeroportos, o pré-sal e diz que não foi privatização. Não foi? Chamaram a Shell, a Total e as estatais chinesas para morder o nosso petróleo. É um processo de pilhagem – protestou Serge Goulart, candidato da Esquerda Marxista, que defendeu a reestatização de todas as empresas privatizadas.
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