Rio de Janeiro, 03 de Agosto de 2026

Campanha contra o tabagismo

Quinta, 15 de Maio de 2003 às 07:28, por: CdB

A nicotina é uma substância encontrada no tabaco, planta da qual se faz o cigarro vendido livremente entre nós. Por causa dessa e de outras substâncias tóxicas presentes na composição do cigarro, é que ele se define como uma droga, embora seja legal. Quando chega ao cérebro, a nicotina provoca alterações no humor, apetite, tonicidade muscular, batimentos cardíacos, freqüência respiratória, pressão arterial e atividade motora. Além dela, ainda encontramos no cigarro o monóxido de carbono e o alcatrão, espalhados pelo ar através da fumaça tóxica exalada pelos fumantes que, independentemente das suas intenções, transformam todos ao lado em fumantes passivos. Estes - fumantes passivos - apresentam uma incidência três vezes maior de infecções respiratórias como a bronquite, sinusite e pneumonia. Por isso, a restrição ao uso de cigarro é a melhor maneira de proteger a saúde de fumantes e não fumantes. Todo esforço precisa ser feito para diminuir seu consumo: desde campanhas mostrando os malefícios, até medidas que dificultem a venda. A publicidade é um motor de sucesso para qualquer produto. As indústrias de cigarro não poupam verbas para patrocínios de eventos de grande público e propagandas muito bem feitas em todos os meios de comunicação. Por isto, é imperioso restringir essa prática, visando diminuir a venda, por mais que isso contrarie poderosos interesses. Quanto ao argumento de que a indústria de tabaco é uma grande contribuinte - reduzir a venda reduziria a arrecadação de impostos - deve-se considerar que não existe um estudo que compare o gasto da saúde pública com as doenças dos fumantes, e dos "passivos", e os valores arrecadados com os impostos desta indústria. Portanto, são especulações, nada mais. Um abraço, saúde e sorte.

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