Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Caminhoneiros protestam contra greve de fiscais e auditores da Receita

Quarta, 06 de Agosto de 2003 às 18:09, por: CdB

A greve dos fiscais e auditores da Receita Federal contra a reforma da Previdência começa a irritar os transportadores que dependem da vistoria de cargas para entrar ou sair do País.

Inconformados com esperas de até 12 horas nas filas de até nove quilômetros que se formam a partir da aduana de Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, alguns motoristas fizeram uma manifestação nesta quarta-feira.

Eles interromperam temporariamente o acesso ao Porto Seco Rodoviário para denunciar os prejuízos que estão sofrendo, avaliados em US$ 160 a cada dia que seus veículos ficam parados.

As cargas perigosas e perecíveis têm prioridade para passar pela fronteira. As demais dependem da operação-padrão dos funcionários, que passaram a revistar todos os caminhões em vez da amostragem de 10% feita normalmente.

No porto de Rio Grande a greve está atrasando o embarque e desembarque de cargas. Nesta quarta-feira, 18 navios esperavam em mar aberto a autorização para atracar.

Em Porto Alegre, cerca de mil funcionários públicos federais, estaduais e municipais fizeram uma passeata pelo centro da cidade e um ato público na praça Marechal Deodoro para protestar contra a aprovação da reforma da Previdência e exigir mudanças nas próximas fases da tramitação da emenda constitucional.

Eles chegaram a tentar forçar a entrada no Palácio Piratini para falar com o governador Germano Rigotto.

Foram contidos pela Brigada Militar e acabaram sendo recebidos pelo chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Alberto Oliveira. Saíram conformados com a posição do governo gaúcho, que defende subteto único para os funcionários estaduais e não dividido em três como está na proposta que tramita no Congresso Nacional.

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