Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Caminhoneiros pedem mais segurança no Dia do Motorista

Nesta segunda-feira, dia em que se homenageiam os motoristas, aqueles que estão atrás dos volantes cobram mais atenção do Poder Público, principalmente em relação à segurança. Eles dizem que faltam políticas voltadas aos motoristas, cujo padroeiro é São Cristovão.

Segunda, 25 de Julho de 2011 às 02:47, por: CdB
caminhao-300x168.gif
Nesta segunda-feira, dia em que se homenageiam os motoristas, aqueles que estão atrás dos volantes cobram mais atenção do Poder Público, principalmente em relação à segurança. –  Nossa profissão continua sendo uma das mais incertas; você sai de casa sem a certeza de voltar –, diz o motorista Lídio Marcolim de 67 anos, morador de Caxias do Sul. Caminhoneiro há 43 anos, Lídio conta que a profissão está “abandonada”. – Não temos nenhum privilégio e nenhum cuidado é oferecido a nós caminhoneiros. Segundo Lídio, faltam políticas voltadas aos motoristas, cujo padroeiro é São Cristovão. – Além de facilitar a compra de caminhões abaixando os juros, não lembro de nenhuma outra facilidade. Muitos caminhões hoje em dia acarretam mais problemas, porque as estradas estão cada vez mais cheias e com menos estrutura. A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul, reúne 180 mil profissionais que exercem a profissão de maneira autônoma. – O dia 25 serve para pedirmos proteção a São Cristovão, que é quem cuida por nós –, destaca o presidente da federação, Eder Del Lago. Ele diz que todo dia 25 é feita uma festa e uma procissão para pedir proteção aos caminhoneiros. – Aqui em Caxias temos uma igreja em formato de caminhão, tamanha a paixão. Nossos dias são ásperos e solitários, então fazemos questão de comemorar o dia que nos é dedicado. O taxista Jailson Monteiro, de 58 anos, dirige desde 1978 em Brasília e diz que a vida de motorista sempre foi difícil. – Nossa profissão é uma forma de sobrevivência cansativa, estressante e preocupante.  O profissional diz que a categoria se sente menosprezada e vista com maus olhos por grande parcela da sociedade. – Temos um papel fundamental, por exemplo, no que diz respeito ao turista. O primeiro contato de um turista muita vezes é com o taxista e isso é ignorado por muita gente, inclusive pelo governo. Os motoristas convivem com acidentes nas estradas e isso pode deixar sequelas. O presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, José Marcus Rotta, diz que é necessário um cuidado especial. – Quando se trata de acidentes automobilísticos não se deve contabilizar apenas as mortes. Em vários casos, a vítima, o motorista, muitas vezes, sofrem lesões ou traumas que deixam sequelas graves.
Tags:
Edições digital e impressa