Na negociação de um pacto governo-empreiteiras-trabalhadores, no setor de obras de hidrelétricas e infraestrutura, não contribui para fazer avançar a negociação o fato de o governo encampar a versão de que a rebelião dos barragistas eclodiu em Rondônia porque o consórcio empreiteiro quis adiantar as obras e levou operário demais para os canteiros das hidrelétricas de Jirau (8 mil) e Santo Antônio.
Da mesma forma seria, no mínimo, paliativa a sugestão do secretário-geral da presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, de retirada de metade desses operários, deixando só 4 mil no canteiro. Seria o que se diz comumente, retirar o sofá da sala, não?
Por aí não vamos obter uma solução definitiva para o problema. Vamos retomar a pauta original apresentada pelas centrais, discutí-la na reunião programada para amanhã e firmar um pacto governo-empreiteiras-trabalhadores.
Um pacto que estabeleça não só condições dignas de trabalho nestas grandes obras nacionais, como sanções à parte ou partes que transgredirem a legislação e as normas sociais e trabalhistas nesses canteiros, verdadeira terra de ninguém, sem qualquer fiscalização há muito tempo (leiam post acima).