Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Caminho para o setor privado financiar mais

Terça, 07 de Dezembro de 2010 às 11:50, por: CdB

Na série de diretrizes que vão cortear o corte de gastos no ano que vem divulgadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega (leiam a nota acima e o Destaque de hoje), um dos itens é a redução de subsídios para o BNDES, mas aí o propósito é levar o setor privado a aumentar sua participação no financiamento de longo prazo.

“Não é um ajuste (nessa área) para derrubar a economia. O que se fará é diminuir a demanda do Estado e dar espaço para a demanda privada. Ao diminuir a política fiscal, se abre espaço para a política monetária”, acentuou o ministro.

Toda essa operação de contenção de gastos, na avaliação do ministro da Fazenda, vai contribuir para a geração de poupança pública, e abrir espaço para a queda dos juros. “Ao reduzir os juros, vamos estimular o setor privado, de modo que não haja perda da atividade”.

Crescimento de 7,5% este ano


Mantega estima em 7,5% a alta do PIB este ano e um avanço de 5,5% no ano que vem, com altas seguidas até atingir 6,5% de crescimento econômico em 2014.

Para mostrar que o país está em condições de manter o crescimento sustentável nos próximos anos, o titular da Fazenda apresentou uma série de dados, dentre os quais a redução do nosso déficit nominal, que passou a 2,1% do PIB este ano, enquanto os países europeus, em crise profunda, apresentam déficit de até 32% do PIB.

Já para 2014, último ano do governo Dilma Rousseff, a expectativa de Mantega é de um déficit nominal na casa de 0,2%. “O desafio central do nosso governo é, portanto, manter o crescimento sustentável. Estamos indo muito bem, mesmo com o cenário adverso”, concluiu.

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