Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Caminhão-bomba mata pelo menos 10 em Bagdá

Segunda, 19 de Julho de 2004 às 05:33, por: CdB

Um caminhão-bomba detonado por um suicida explodiu na frente de um posto policial em Bagdá nesta segunda-feira, matando pelo menos 10 pessoas, ferindo outras dezenas e destruindo carros e prédios.

Este é o mais recente de uma série de ataques suicidas lançados contra a polícia iraquiana, membros da Guarda Nacional e membros do alto escalão do novo governo iraquiano.
A explosão aconteceu no momento em que as Filipinas se preparam para retirar os últimos dos seus soldados do Iraque, cedendo às exigências de rebeldes que ameaçam matar um refém filipino.

O tenente-coronel do Exército dos Estados Unidos Bill Salter disse que entre 10 e 15 pessoas morreram no ataque e mais de 40 ficaram feridas. Segundo ele, o atentado provavelmente foi realizado por um homem-bomba.

"Acreditamos que tenha sido um veículo do tipo caminhão de combustível", disse Salter a repórteres. Testemunhas disseram que viram um caminhão-tanque acelerando em direção à delegacia de polícia momentos antes da explosão.

Imagens da Reuters Television mostraram chamas saindo dos destroços de carros queimados horas depois da explosão, e fumaça saindo de prédios danificados. As pessoas que passavam pelo local recolhiam pedaços dos corpos dos mortos, enchendo diversas caixas. Havia uma grande poça de sangue na rua e uma cratera profunda. A explosão aconteceu pouco depois das 8h, (1h de Brasília), quando as pessoas chegavam ao trabalho.

Na semana passada, um carro-bomba detonado na frente do quartel-general das forças dos EUA e do governo interino do Iraque em Bagdá matou 11 pessoas. Outra explosão, na frente da Guarda Nacional Iraquiana, a 200 quilômetros a noroeste de Bagdá, matou 10 pessoas. No sábado, um homem-bomba tentou assassinar o ministro da Justiça do Iraque, matando cinco dos seus seguranças.

Os rebeldes acusam a polícia e a Guarda Nacional de colaborar com os militares dos EUA.
Depois do ataque, policiais iraquianos dispararam tiros para o ar para dispersar uma multidão de jovens que gritavam: "Com nossas almas e nosso sangue, nos sacrificamos por você, Saddam!"


Onze membros das forças filipinas já deixaram o Iraque e os 40 restantes deverão sair na segunda-feira, em uma tentativa de salvar a vida do motorista de caminhão Angelo de la Cruz, pai de oito filhos. Seus sequestradores estabeleceram o prazo de 20 de julho para a retirada.
A decisão filipina provocou críticas dos EUA, que dá grande ajuda militar e financeira a Manila, e também do Iraque. O ministro das Relações Exteriores Hoshiyar Zebari disse no sábado que a medida contribui para a desistência diante do terrorismo.

Os rebeldes também mantêm como reféns um motorista de caminhão egípcio e talvez um búlgaro. Outro búlgaro já foi morto. O grupo Tawhid e Jihad, do militante jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, é considerado o responsável pelos sequestros dos búlgaros e já matou um norte-americano e um sul-coreano. Os EUA oferecem 25 milhões de dólares pela cabeça do militante.

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