Um caminhão-bomba explodiu na frente da Embaixada da Jordânia em Bagdá na quinta-feira, matando pelo menos 11 pessoas e espalhando pedaços de carros e de corpos pela rua. A explosão acontece uma semana depois de a Jordânia anunciar que garantiria asilo às filhas mais velhas de Saddam Hussein, Raghd e Rana, e seus filhos.
Muitos iraquianos que apóiam Saddam também estão irritados com Amã, pois consideram a Jordânia um aliado de Washington. Nenhum grupo assumiu responsabilidade pela explosão. O capitão da polícia iraquiana Ahmad Suleiman disse que entre os mortos há civis que estavam em um carro atingido pela explosão e cinco policiais que estavam na frente do complexo.
Dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo sete dentro da embaixada. A Jordânia condenou o ataque e prometeu levar os responsáveis à Justiça.
- Isso é um ataque terrorista covarde que condenamos nos termos mais fortes. Ele não nos desviará do nosso caminho de apoio e ajuda ao povo iraquiano no processo de estabilização - afirmou à Reuters o ministro da Informação Nabil al-Sharif, em Amã.
O representante da Jordânia no Iraque, Damay Haddan, não estava no local no momento da explosão. O capitão do Exército dos Estados Unidos Robert Ramsey disse que um caminhão explodiu na frente do prédio por volta das 11h (4h de Brasília). Um dos muros exteriores caiu.
O ataque ocorre em meio a uma série de ações contra tropas norte-americanas e que mataram 53 soldados desde que Washington declarou o fim do combate principal no país, em 1º de maio.
O major-general Ray Odierno, comandante da 4ª Divisão de Infantaria dos EUA - que montou operações ao redor de Tikrit em busca de Saddam Hussein e seus principais aliados - declarou que o ex-líder está se movimentando para escapar.
- Ele está fugindo. Ele está se movendo a cada três ou quatro horas - disse Odierno em entrevista coletiva.