Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Caminhada do MST dura 14 dias sem ocorrência policial grave

Domingo, 15 de Maio de 2005 às 13:40, por: CdB

Nenhuma ocorrência policial grave foi registrada durante os 14 dias de caminhada da marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Os participantes percorreram neste domingo mais 15 quilômetros até chegarem a Brasília e estão acampados no Núcleo Bandeirante, cidade-satélite da capital.

A caminhada termina amanhã, com os 11 quilômetros restantes de percurso até o estádio Mane Garrincha, próximo ao centro da cidade. Os 12 mil participantes da marcha iniciaram a caminhada no dia 2, quando saíram do estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO).

De acordo com o inspetor-chefe do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária, Marco José da Silva Cordeiro, na ocorrência mais grave um carro tentou entrar no meio da passeata e os manifestantes "quebraram os vidros e amassaram a lataria". O inspetor conta que os policiais orientaram o proprietário a registrar a ocorrência na delegacia.

O efetivo é de 35 policiais rodoviários, 10 viaturas, quatro motocicletas e uma aeronave. A Polícia Militar está com cinco viaturas, oito motocicletas e 40 policiais. A PM iniciou hoje o trabalho de segurança na Marcha e amanhã irá dobrar o efetivo. O trabalho da polícia rodoviária termina neste domingo, e segunda-feira quem assume é o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

Segundo um dos coordenadores da Marcha, Valdir Misnedovicz:

- Estamos em um ritmo bem tranqüilo na montagem dos acampamentos. As pessoas têm facilidade de se adaptar porque já são 14 dias de caminhada e já superamos as dificuldades do início, apesar do cansaço e do frio que fez nesta madrugada - diz o coordenador.

Embora a expressão nos rostos denuncie o cansaço, os manifestantes garantem que não é tão grande assim. Simone Domingo tem 20 anos é pela segunda vez deixa os três filhos em casa para participar de uma marcha.

- Acho bom para melhorar as coisas, para a gente ter terra para trabalhar e viver com os filhos da gente - diz.

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