Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Câmera subaquática mostra vazamento na costa dos EUA

Sexta, 21 de Maio de 2010 às 06:51, por: CdB

Uma câmera instalada a cerca de 1,6 mil metros de profundidade mostra uma enorme quantidade de petróleo vazando próximo da tubulação que carrega o óleo para a superfície, enquanto peixes e até uma enguia nadam ao redor e dentro do óleo.

As imagens foram colocadas no site da Câmara de Representantes do Congresso americano, no endereço www.globalwarming.house.gov.

Nesta quinta-feira, um porta-voz da BP disse que o vazamento pode ser maior do que os 5 mil barris diários estimados anteriormente.

Em declarações à agência AFP, Mark Proegler afirmou que essa quantidade de óleo já está sendo bombeada através de um tubo inserido na tubulação avariada, mas que ainda há petróleo vazando.

 – Agora que estamos coletando 5 mil barris por dia (o vazamento) pode ser um pouco mais que isso –, disse.

Estimativas de analistas independentes apontam que a perda de petróleo pode ser dez vezes maior que isso.

Impaciência

Em uma carta enviada à direção da BP, o governo Obama expressou sua impaciência com as medidas de contenção da mancha.

– Na reação a esse vazamento de óleo, é crítico que todas as ações sejam conduzidas de maneira transparente, com todos os dados e informações relacionados ao vazamento (sendo) prontamente disponibilizados para o governo dos Estados Unidos e o povo norte-americano –, disseram

A secretária de Segurança Doméstica, Janet Napolitano, e a administradora da Agência de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, disseram que as medidas da BP até o momento estão “aquém tanto em seu escopo quanto em eficácia."

O vazamento começou em 20 de abril, quando uma plataforma de petróleo no Golfo do México explodiu e afundou, deixando 11 mortos.

A mancha de óleo resultante já chegou a praias a 90 km do local do acidente. O óleo atingiu a costa do Estado de Louisiana.

Nesta sexta-feira, as autoridades temem que o petróleo continue destruindo ecossistemas das zonas alagadas no Delta do Mississipi.

Há também temores de que as correntes marinhas levem a poluição para a Flórida.

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