Por A. Cantoni 20/05/2011 às 12:15
A situação do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn está ficando cada vez mais complicada.
A camareira, que o acusa de agressão e estupro, prestou depoimento nesta quarta-feira (18) confirmando as acusações. Ao mesmo tempo, a polícia de Nova York está trabalhando numa parte do carpete retirado do quarto onde DSK teria obrigado a camareira a fazer sexo oral e anal. O advogado de defesa de DSK, Benjamin Brafman, afirma que ?não há provas consistentes com um encontro forçado?, já a acusação afirma não ver nada que possa caracterizar a relação como consensual.
A mulher que acusa DSK, a camareira do Hotel Sofitel, não teve a identidade revelada pela polícia. Só se sabe que é imigrante da Guiné, muçulmana, tem uma filha e vive há sete anos nos EUA. Seu advogado, Jeffrey Shapiro, informou que ela teme pela segurança de sua filha.
Partido socialista francês ainda está na frente nas pesquisas
Mesmo depois do escândalo envolvendo DSK, que era, até então, o mais provável candidato do Partido Socialista francês para as eleições de 2012. Um levantamento feito pelo Conselho Superior do Audiovisual francês (CSA) no dia 16 ? dia da prisão de Strauss-Kahn ? revelou que 54% dos entrevistados acreditam na vitória da esquerda nas próximas eleições, mesmo com o escândalo de Nova York. Os eleitores socialistas também não se abalaram. 70% acredita que o partido possa vencer o pleito.
Para substituir DSK, François Hollande, ex-líder do Partido Socialista seria o favorito (23%). De acordo com a pesquisa da CSA ele estaria a frente de Sarkozy por um ponto. A pesquisa ainda reforça a impopularidade do atual presidente francês, Nicolas Sarkozy, mesmo que depois do escândalo tenha subido dois pontos nas pesquisas. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen apareceria em terceiro lugar com 20%