Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Camarão do Brasil será taxado em 67,8% nos EUA

Sexta, 07 de Janeiro de 2005 às 10:20, por: CdB

Um painel de comércio dos Estados Unidos votou, na noite desta quinta-feira, a favor da imposição de tarifas anti-dumping nas importações de camarão da China, Brasil, Tailândia, Vietnã, Índia e Equador. Apesar disso, os EUA afirmaram que podem rever os valores para a Tailândia e a Índia, países afetados pelo tsunami. No caso do Brasil, o camarão produzido principalmente no Nordeste e exportado para os Estados Unidos estará sujeito a uma sobretaxa de 67,80%.

Em um caso trazido por produtores de camarão de seis Estados norte-americanos do sul, a Comissão Internacional de Comércio dos EUA aprovou as tarifas sob a alegação de que os camarões congelados importados da Ásia e da América Latina ameaçavam a indústria nacional. No entanto, o painel foi contra a implantação de taxas ao camarão enlatado dos seis países, afirmando que a importação desse produto é pequena e não traz prejuízos aos produtores norte-americanos.

- De forma geral, nós vencemos o caso. Gostaríamos de ter vencido no caso do camarão enlatado também, mas trata-se de uma porção menor de importação -  declarou Kevin Dempsey, um advogado de uma aliança de produtores de camarão dos EUA.

A decisão dá ao Departamento de Comércio dos EUA a aprovação final para aplicar as tarifas. Além da alíquota estipulada para o Brasil, outras serão de 112,81% para a China, 25,76% para o Vietnã, 13,42% para a Índia, 6,82% para a Tailândia e 4,48% para o Equador.

Juntos, esses países exportaram cerca de US$ 2,67 bilhões de camarão para os EUA em 2003.

Produtores de camarão dos EUA dizem que as importações de camarão a preços mais competitivos têm gerado desemprego no país. Um grande grupo de importadores de frutos do mar, distribuidores e funcionários de restaurantes nos Estados Unidos lutaram contra as taxas, a qual chamam de imposto da administração Bush ao mais popular fruto do mar no país.

- A decisão da Comissão Internacional de Comércio não beneficia ninguém, ao invés disso, causa prejuízos aos consumidores e a milhares de americanos que trabalham no setor de consumo de camarão - declarou Wally Stevens, porta-voz da Associação Americana de Distribuidores de Frutos do Mar.

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