Plenário do Senado Federal
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal que assumem hoje (neste, 2/3) têm um compromisso e uma dívida com o Brasil: fazer a reforma política, prioridade que espero o PT e o governo da presidenta Dilma Rousseff honrarão com nosso povo.
Os deputados que tomam posse, hoje junto com os senadores, terão a difícil tarefa de legislar num ano de crise na Europa, guerras comercial e cambial mundiais e pressões de toda ordem sobre o Brasil e sobre nossas políticas de crescimento e desenvolvimento.
É um Congresso Nacional que vai trabalhar frente à uma conjuntura internacional que exige do país medidas próprias de contenção de gastos, controle da inflação, e defesa de nossa moeda e de nossa indústria, sem prejuízo dos investimentos nos PACs e nos programas sociais.
A cautela exigida nesta nova legislatura
Isto significa que questões como o salário mínimo, a PEC 300 (proposta de emenda constitucional que trata do aumento da renumeração das polícias), e mais o reajuste do Judiciário, terão que ser analisadas nesse cenário de contenção de gastos e riscos internacionais.
A Câmara dos Deputados, que representa o povo, e o Senado Federal, cujos integrantes representam os Estados, nesta legislatura que se inicia hoje terão pela frente uma agenda bem mais ampla, que inclui as reformas política e tributária e a divisão dos royalties do petróleo, entre outras mudanças que passam pelo Legislativo, necessárias para o avanço de nossa economia e sociedade.
O ideal, não nos esqueçamos, é que comecem a debatê-las já. A realidade se impõe e nós sabemos que a aprovação de reformas dessa envergadura é mais fácil num 1º ano de governo, difíceis de serem votadas em ano eleitoral como em 2012 - ano de eleições municipais - e ficam com chances ainda mais remotas de aprovação da segunda metade para o fim de um período presidencial.
Foto: Wilson Dias/ABr