Alvo de reparos e críticas da mídia por terem aprovado o mínimo, a Câmra dos Deputados e a maioria governista na Casa nada mais fizeram do que referendar o acordo entre governo e as centrais sindicais já aprovado no passado, pelo qual o salário passou a ter regras de aumento - reajustes variam segundo a inflação do ano anterior, mais o crescimento do PIB de dois anos atrás.
A despeito da torcida midiática para que o governo Dilma perdesse, em seu primeiro grande teste político, a Câmara e suas bancadas majoritárias referendaram o acerto porque ele é realmente um bom acordo. Deve ser mantido, portanto, já que, por ele, os trabalhadores ganham sempre o índice da inflação em seus aumentos salariais e quando o país cresce participam desse crescimento.
É claro que pode e deve haver aumentos salariais maiores do que a inflação - como fez o governo Lula durante oito anos - somada à variação do PIB, mas sempre quando o país tiver condições.
Isto não acontece neste momento de crise mundial e pressões internas, dado o alto crescimento das despesas em 2009 por causa dos efeitos aqui da turbulência econômica global, e em 2010 ano eleitoral, quando sempre há um aumento de fato dos investimentos e gastos.
Agora a proposta aprovada pela Câmara deve ser votada pelo Senado, ao que tudo indica e, pelo programado, na próxima 4ª feira.
Câmara referendou uma política salarial
Quinta, 17 de Fevereiro de 2011 às 08:35, por: CdB