Depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que não quer aumento 82% para o seu salário e o dos ministros de estado, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que deverá ser aplicado aos vencimentos do presidente o mesmo índice de 26,49% que reajustará os dos parlamentares.
Nesta quarta, a Mesa da Câmara decidiu propor para o salário do presidente da República um reajuste maior do que o dos deputados e senadores, com o objetivo de equipará-lo ao que está sendo proposto para os parlamentares.
Pela proposta, o salário de Lula -que é de R$ 8.885,45- passaria para R$ 16.250,42, um aumento de 82,8%. Já pelo índice de 26,49%, o mesmo que pode ser aplicado ao salário dos parlamentares, a remuneração do presidente iria para R$ 11.239,00. Os parlamentares recebem hoje R$ 12.847,00.
- Quando fizemos a avaliação, minha opinião era de que seria razoável o presidente, o vice-presidente e os ministros ganharem igual aos deputados e senadores. Evidentemente, o índice que o presidente anunciou será aplicado -, disse Chinaglia.
A rejeição de Lula à proposta de aumento de 82% pela Mesa da Câmara foi feita nesta quinta-feira, por intermédio do porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.
O porta-voz disse ainda que o reajuste não é prioridade do presidente Lula.
- O presidente julga que o aumento do salário é da alçada do Congresso -, afirmou.
Rio de Janeiro, 16 de Janeiro de 2026
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