Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Câmara lota em solenidade, mas esvazia para votações importantes

Terça, 20 de Abril de 2010 às 10:22, por: CdB

A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira, uma série de atividades para comemorar os 50 anos da transferência do Poder Legislativo para Brasília. A programação começou pela manhã, com o plantio de baobás do Cerrado e chichás no Bosque dos Constituintes - que é mantido pela Casa. A capital federal completa 50 anos nesta quarta-feira.

Às 9h30, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) inaugurou uma placa comemorativa no Fórum das Palmeiras Imperiais (um dos jardins da Câmara), em homenagem aos arquitetos Lucio Costa e Le Cobusier. Em seguida, foi realizada uma sessão solene no plenário. À tarde, foi inaugurada uma exposição de 13 obras de arte no Salão Branco, intitulada Brasília 50 anos.

Votações

Dia de casa cheia, véspera de Plenário vazio. O feriado de Tiradentes, nesta quarta-feira,  vai atrasar em mais uma semana a votação do reajuste dos aposentados. Os deputados deverão decidir sobre o assunto apenas no dia 27. O impasse continua. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccareza (PT-SP), disse que vai manter os 7% de reajuste, mesmo com a base governista no Senado ameaçando alterar esse índice para 7,7%.

– Se aprovarem mais que 7,7%, o presidente Lula não tem outra opção a não ser vetar – disse.

A proposta inicial do governo era a que está no texto da medida provisória: 6,14%, podendo chegar a 7%. Mas, em negociação com senadores, as centrais sindicais acham que esse número pode chegar a 7,7% - 80% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em audiência pública na Câmara na quarta-feira (14), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu o veto, caso o reajuste seja superior a 6,14%. Ele alega que o índice já garante o ganho real aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse, depois de reunião com Mantega, o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e o do Planejamento, Paulo Bernardo, que o governo já chegou ao limite em termos de reajuste das aposentadorias.

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