O plenário da Câmara absolveu, no início da madrugada desta quinta-feira, o deputado João Magno (PT-MG) do processo de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de ter recebido R$ 426 mil dos contas do empresário Marcos Valério e afirmou que o dinheiro foi utilizado para pagamento de dívidas de campanhas eleitorais em 2002 e 2004. Votaram contra a cassação 207 deputados e a favor, 201. Houve 10 abstenções, cinco votos em branco e três nulos. O processo será arquivado.
O deputado Wanderval Santos (PL-SP) também foi salvo pelo baixo quórum. Eram necessários 257 votos para que ele fosse cassado, mas 242 votaram pela perda de mandato e 179 votaram contra. Faltaram 15 votos para a aprovação da cassação.
Segundo o relatório aprovado no Conselho de Ética, Wanderval teria se beneficiado com o saque de R$ 150 mil de uma conta do empresário Marcos Valério no Banco Rural. Wanderval, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, chorou em seu discurso de defesa, disse ser honesto e trabalhador e classificou a argumentação do relator, Chico Alencar (PSOL-RJ), como "acusação delirante". E parece ter conseguido sensibilizar os parlamentares.
- Peço com a simplicidade dos inocentes que votem não, para rejeitar o parecer do Conselho de Ética - apelou, e foi atendido, o deputado do PL.