Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Câmara instala comissões de análise da crise econômica mundial

A Câmara dos Deputados instalou, nesta terça-feira, as comissões especiais que vão analisar a crise mundial e o impacto sobre a economia brasileira. Serão cinco comissões, que já definiram seus presidentes. (Leia Mais)

Terça, 24 de Março de 2009 às 09:28, por: CdB

A Câmara dos Deputados instalou, nesta terça-feira, as comissões especiais que vão analisar a crise mundial e o impacto sobre a economia brasileira. Serão cinco comissões, que já definiram seus presidentes.

l Agricultura: Lelo Coimbra (PMDB-ES)
l Comércio: Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR)
l Indústria: Albano Franco (PSDB-SE)
l Serviços e Emprego: Fábio Ramalho (PV-MG)
l Sistema Financeiro e Mercado: Leonardo Quintão (PMDB-MG)

As comissões terão 18 titulares e igual número de suplentes cada uma. Cada parlamentar recebeu, pela manhã o relatório produzido pela assessoria parlamentar da Casa sobre a crise econômica mundial. De acordo com o documento, "(norte-)americanos e europeus têm prioridades distintas". Ainda segundo o documento distribuído,  "a posição (norte-)americana enfatiza a necessidade de estimular a economia e evitar a recessão a todo custo. Para os europeus o principal problema a ser atacado é o da regulamentação financeira. Essa diferença de enfoques refletiu-se no comunicado dos ministros de finanças do G-20, divulgado ao final da semana passada, onde as partes reconheceram a urgência de estimular a economia e, simultaneamente, de regulamentar e fiscalizar o sistema financeiro de modo mais severo".

"Ainda que um compromisso pareça ter sido atingido nestes pontos, algumas divergências persistem. Os EUA pretendem aumentar significativamente a participação de organismos internacionais nas ações anticrise. Para tanto, propõem aumentar os fundos de programas de assistência do FMI, dos atuais US$ 50 bilhões para US$ 700 bilhões. A Europa concorda com um aumento para US$ 500 bilhões. E países emergentes como Índia, China e Brasil querem aumentar seu poder decisório nesses organismos", diz o relatório.

"Apesar deste aumento da capacidade financeira do FMI ser visto como positivo, muitos analistas observam que os procedimentos burocráticos do organismo internacional podem gerar lentidão na solução de crises nacionais específicas, criando dificuldades especialmente para países emergentes e levando-os a preferir acordos bilaterais para sua solução. Analistas ainda permanecem céticos sobre a possibilidade de coordenação de países emergentes, EUA e Europa em torno de medidas contra a crise. Apesar da pressa, o debate está apenas começando" acrescentou.

Quanto à questão do desemprego no país, segundo o documento "a pesquisa industrial mensal do IBGE já havia detectado uma acentuada queda na produção, da ordem de 17,1%, no período de outubro de 2008 a janeiro de 2009. Mais recentemente, ao divulgar os dados relativos ao emprego no setor industrial, constatou-se que a redução do número de horas pagas nesse período foi menos intensa, de 3,4% (os dados citados são dessazonalizados)".

"Ao reduzir significativamente a produção sem cortar, na mesma intensidade, o número de horas pagas, a indústria convive com uma queda na produtividade, uma vez que, proporcionalmente, utiliza-se de uma quantidade maior de trabalho por unidade de produto" conclui o documento.

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