Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

Câmara dos Representantes dos EUA aprova prazo para retirada do Iraque

Sexta, 23 de Março de 2007 às 18:54, por: CdB

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira um projeto de lei que prevê o prazo até 31 de agosto de 2008 para a retirada das tropas americanas que estão no Iraque, contrariando os planos da Casa Branca.

O presidente George W. Bush prometeu vetar o projeto, que foi aprovado com 218 votos a favor e 212 contra. O documento prevê, além da retirada das tropas, cerca de US$ 120 bilhões em verbas para as operações militares americanas no Iraque e no Afeganistão.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que os americanos querem um cronograma para a retirada das tropas e que o Congresso vai tornar isso realidade.

- Os americanos querem uma nova direção no Iraque -, disse.

Bush deixou claro que não ficou satisfeito com a mensagem.

- Democratas na Câmara, em um ato de teatro político, votaram a favor de substitur a avaliação de nossos comandantes militares em campo no Iraque pela deles -, afirmou o presidente.

- Eles estabeleceram uma data arbitrária para retirada, sem levar em conta as condições em campo -, acrescentou Bush.

Projetos domésticos

Na votação, a maior parte dos deputados se dividiu de acordo com sua orientação partidária, contra ou a favor de Bush. Mas dois deputados do Partido Republicano, do presidente, votaram a favor do projeto.

O projeto representa a maior contestação já feita pelo Congresso americano à política de guerra de Bush. A proposta foi estruturada de uma forma que alguns deputados se sentiram obrigados a votar a favor.

Além de estabelecer uma data final para a retirada dos soldados e mais verbas para operações militares, o projeto prevê iniciativas domésticas, como o envio de mais dinheiro para áreas afetadas pelo furacão Katrina no sul dos Estados Unidos.

O Senado americano deve avaliar na semana que vem uma proposta de legislação semelhante.
No entanto, a expectativa é de que seja mais difícil para a oposição aprovar o projeto no Senado porque precisaria do apoio de muitos senadores da base governista.
 

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