Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2026

Câmara deve iniciar reforma política na próxima semana, diz Chinaglia

Quarta, 16 de Maio de 2007 às 16:03, por: CdB

A Câmara dos Deputados deverá iniciar na próxima semana a votação de alguns pontos da reforma política. A previsão foi feita pelo presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Segundo ele, a intenção é votar primeiro os pontos de maior entendimento ou de consenso, como por exemplo a questão da fidelidade partidária.

- Votar a reforma política como um todo evidentemente que nada garante, é improvável. Há divergências quanto ao mérito, mas há também a concordância de que, por exemplo, para a questão da fidelidade partidária há verdadeiramente um consenso -, disse.

Chinaglia acrescentou que "pode haver até outros pontos de entendimento, mas seria imprudente eu tentar antecipar". E disse que pretende "retomar essa conversa com os líderes, pode ser na semana que vem".

O projeto de lei da reforma política, aprovado em comissão especial e pronto para ser votado em plenário, estabelece como forma de garantir a fidelidade partidária que, para se candidatar a um cargo eletivo, o cidadão precisa estar filiado a um partido pelo menos um ano antes da eleição, se for a primeira filiação dele, e dois anos antes, se já tiver sido filiado a outro partido.

Arlindo Chinaglia disse que definirá a pauta de votações para as próximas semanas incluindo temas como segurança pública, fim das votações secretas nos três níveis de Legislativo, em segundo turno, além dos dispositivos sobre a reforma política.

Sobre a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a crise no setor aéreo, Chinaglia comentou que haverá sobreposição de trabalhos, pois já existe uma CPI na Câmara fazendo essas investigações.

- Creio que uma CPI já seria suficiente, mas não tenho o que opinar -, disse.

O deputado também informou que está preparando proposta sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais, cuja aprovação considera possível.

- O Brasil gasta mais de R$ 25 bilhões em acidentes de trânsito. Venho de São Paulo, onde já existe essa lei. Ela não resolve por si só, mas contribui. Acho fundamental que o governo se envolva -, disse.

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